segunda-feira, 8 de abril de 2024

"11 filmes para entender a ditadura militar no Brasil"

Onze filmes que fazem um diagnóstico de como o cinema retratou a ditadura militar no Brasil

Das sessões de tortura aos fantasmas da ditadura, o cinema brasileiro invariavelmente volta aos anos do regime militar para desvendar personagens, fatos e consequências do golpe que destituiu o governo democrático do país e estabeleceu um regime de exceção que durou longos 21 anos. Estreantes e veteranos, muitos cineastas brasileiros encontraram naqueles anos histórias que investigam aspectos diferentes do tema, do impacto na vida do homem comum aos grandes acontecimentos do período.

batismo de sangue filme ditadura militar
Cena de Batismo de Sangue (Reprodução)

Embora a produção de filmes sobre o assunto tenha crescido mais recentemente, é possível encontrar obras realizadas durante o próprio regime militar, muitas vezes sob a condição de alegoria. “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, é um dos mais famosos, retratando as disputas políticas num país fictício. Mais corajoso do que Glauber foi seu conterrâneo baiano Olney São Paulo, que registrou protestos de rua e levou para a tela em forma de parábola, o que olhe custou primeiro a liberdade e depois a vida.
Os onze filmes que compõem esta lista, se não são os melhores, fazem um diagnóstico de como o cinema retratou a ditadura brasileira.

1. MANHÃ CINZENTA (1968), Olney São Paulo – Em plena vigência do AI-5, o cineasta-militante Olney São Paulo dirigiu este filme, que se passa numa fictícia ditadura latino-americana, onde um casal que participa de uma passeata é preso, torturado e interrogado por um robô, antecipando o que aconteceria com o próprio diretor. A ditadura tirou o filme de circulação, mas uma cópia sobreviveu para mostrar a coragem de Olney São Paulo, que morreu depois de várias sessões de tortura, em 1978.

2. PRA FRENTE, BRASIL (1982), Roberto Farias – Um homem comum volta para casa, mas é confundido com um “subversivo” e submetido a sessões de tortura para confessar seus supostos crimes. Este é um dos primeiros filmes a tratar abertamente da ditadura militar brasileira, sem recorrer a subterfúgios ou aliterações. Reginaldo Faria escreveu o argumento e o irmão, Roberto, assinou o roteiro e a direção do filme, repleto de astros globais, o que ajudou a projetar o trabalho.

3. NUNCA FOMOS TÃO FELIZES (1984), Murilo Salles – Rodado no último ano do regime militar, a estreia de Murilo Salles na direção mostra o reencontro entre pai e filho, depois de oito anos. Um passou anos na prisão; o outro vivia num colégio interno. Os anos de ausência e confinamento vão ser colocados à prova num apartamento vazio, onde o filho vai tentar descobrir qual a verdadeira identidade de seu pai. Um dos melhores papéis da carreira de Claudio Marzo.

4. CABRA MARCADO PARA MORRER (1984), Eduardo Coutinho – A história deste filme equivale, de certa forma, à história da própria ditadura militar brasileira. Eduardo Coutinho rodava um documentário sobre a morte de um líder camponês em 1964, quando teve que interromper as filmagens por causa do golpe. Retomou os trabalhos 20 anos depois, pouco antes de cair o regime, mesclando o que já havia registrado com a vida dos personagens duas décadas depois. Obra-prima do documentário mundial.

5. O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? (1997), Bruno Barreto – Embora ficcionalize passagens e personagens, a adaptação de Bruno Barreto para o livro de Fernando Gabeira, que narra o sequestro do embaixador americano no Brasil por grupos de esquerda, tem seus méritos. É uma das primeiras produções de grande porte sobre a época da ditadura, tem um elenco de renome que chamou atenção para o episódio e ganhou destaque internacional, sendo inclusive indicado ao Oscar.

6. AÇÃO ENTRE AMIGOS (1998), Beto Brant – Beto Brant transforma o reencontro de quatro ex-guerrilheiros, 25 anos após o fim do regime militar, numa reflexão sobre a herança que o golpe de 1964 deixou para os brasileiros. Os quatro amigos, torturados durante a ditadura, descobrem que seu carrasco, o homem que matou a namorada de um deles, ainda está vivo –e decidem partir para um acerto de contas. O lendário pagador de promessas Leonardo Villar faz o torturador.

7. CABRA CEGA (2005), Toni Venturi – Em seu melhor longa de ficção, Toni Venturi faz um retrato dos militantes que viviam confinados à espera do dia em que voltariam à luta armada. Leonardo Medeiros vive um guerrilheiro ferido, que se esconde no apartamento de um amigo, e que tem na personagem de Débora Duboc seu único elo com o mundo externo. Isolado, começa a enxergar inimigos por todos os lados. Belas interpretações da dupla de protagonistas.

8. O ANO EM QUE MEUS PAIS SAIRAM DE FÉRIAS (2006), Cao Hamburger – Cao Hamburger, conhecido por seus trabalhos destinados ao público infantil, usa o olhar de uma criança como fio condutor para este delicado drama sobre os efeitos da ditadura dentro das famílias. Estamos no ano do tricampeonato mundial e o protagonista, um menino de doze anos apaixonado por futebol, é deixado pelos pais, militantes de esquerda, na casa do avô. Enquanto espera a volta deles, o garoto começa a perceber o mundo a sua volta.

9. HOJE (2011), Tata Amaral – Os fantasmas da ditadura protagonizam este filme claustrofóbico de Tata Amaral. Denise Fraga interpreta uma mulher que acaba de comprar um apartamento com o dinheiro de uma indenização judicial. Cíclico, o filme revela aos poucos quem é a protagonista, por que ela recebeu o dinheiro e de onde veio a misteriosa figura que se esconde entre os cômodos daquele apartamento. Denise Fraga surpreende num papel dramático.

10. TATUAGEM (2013), Hilton Lacerda – A estreia do roteirista Hilton Lacerda na direção é um libelo à liberdade e um manifesto anárquico contra a censura. Protagonizado por um grupo teatral do Recife, o filme contrapõe militares e artistas em plena ditadura militar, mas transforma os últimos nos verdadeiros soldados. Os soldados da mudança. Irandhir Santos, grande, interpreta o líder da trupe. Ele cai de amores pelo recruta vivido pelo estreante Jesuíta Barbosa, que fica encantado pelo modo de vida do grupo.

11. BATISMO DE SANGUE (2007) – Apesar do incômodo didatismo do roteiro, o longa é eficiente em contar a história dos frades dominicanos que abriram as portas de seu convento para abrigar o grupo da Aliança Libertadora Nacional (ALN), liderado por Carlos Marighella. Gerando desconfiança, os frades logo passaram a ser alvo da polícia, sofrendo torturas físicas e psicológicas que marcaram a política militar. Bastante cru, o trabalho traz boas atuações do elenco principal e faz um retrato impiedoso do sofrimento gerado pela ditadura.
Fonte: Cinema Uol e Literatortura

domingo, 17 de março de 2024

"Os Fantasmas do Passado"

"Essa coletânea de imagens foi feita a partir de projetos para a reconstrução do passado unindo ao cenário atual, pelos fotógrafos Sergey Larenkov, Jo Teeuwisse, Jason E. Powell, entre outros. Como fantasmas capturados para sempre nas fotografias, as cenas mostram muito claramente a dureza pela qual a humanidade passou, a capacidade do homem em se renovar, reconstruir, dar continuidade à vida, bem como a superação após os grandes conflitos que assolaram o mundo. As imagens ficaram magníficas."

Foto de Sergey Larenkov

26 de junho de 1944, soldado alemão morto em frente ao Café Etasse, Rua Armand Levéel to Cherbourg. Foto: J. Teeuwisse.

Rua Dom Pedro. Civis e soldados americanos retiram uma placa do quartel da organização Todt (grupo de engenharia civil e militar do 3° Reich) em Cherbourg. Foto: J. Teeuwisse

Capitão americano, WH Hooper, e alguns de seus homens marchando ao redor de prisioneiros alemães. Foto: J. Teeuwisse

Left behind”. Foto de J. Teeuwisse.

Normandia. 1944/2004. Foto: J. Teeuwisse

Sicília, 1943. Foto: J. Teeuwisse.

Nazistas em Paris. Foto: Sergey Larenkov

Colônia, março de 1945 Em frente à antiga Catedral Dom. Logo após um Panther ser abatido, uma placa foi colocada perto dele mandando manter distância. Foto: J. Teeuwisse

S. Petersburgo (Leningrado), mostrando o cerco de 900 dias de Leningrado, também conhecido como “O bloqueio de Leningrado” que durou de 9 de setembro de 1941 à de 27 janeiro de 1944 – pouco mais de 70 anos atrás. Foto de Sergey Larenkov

Basly, 27 de junho de 1944 – Membros da Ambulância de Campo 23d, colocando flores em túmulos no cemitério da igreja de Saint Georges. Foto: J. Teeuwisse.

Leningrado. Foto: Sergey Larenkov

França, Place du Marché, 10 de junho de 1944. Foto: J. Teeuwisse.

Moscou 1941-2013. Foto de Sergey Larenkov

Londres em dois momentos: durante a Segunda Guerra (Blitz, durante a fuga para o metrô) e nos dias atuais. Foto: Sergey Larenkov

Marcha sobre Washington em 28 de agosto de 1963, no dia do grande discurso de Martin Luther King e atualmente. Foto de Jason E. Powell

Dia D, 6 de junho de 1944, Normandia. O desembarque das tropas americanas na praia de Omaha e Monumento “Les Braves” em 2010. Foto: Sergey Laremkov.

Guerra Civil norte-americana. Foto de Jason E. Powell.

Leningrado em 1941/ São Petersburgo em 2012. Foto: Sergey Larenkov

Foto de Sergey Larenkov

Cavalaria alemã em Paris (1940/2010). Foto: Sergey Larenkov.

Dois momentos em São Francisco, um em 1906, quando ocorreu um violento terremoto de magnitude 8.0 na Escala de Richter que destruiu a cidade e atualmente. Foto: Shawn Clover

Auschwitz I, 27 de janeiro de 1945. Soldados russos com prisioneiros do bloco 19, onde eram colocados em quarentena, na sessão médica. Foto: J. Teeuwisse.

Normandia, praia de Omaha. Foto: Sergey Larenkov.

Foto: Sergey Larenkov.

Praga durante a Segunda Guerra. Foto: Sergey Larenkov.

Reichtag. Foto: Sergey Larenkov.

quinta-feira, 14 de março de 2024

"O comércio atlântico de escravos em dois minutos - 315 anos. 20,528 viagens. Milhões de vidas." Infográfico interativo (Por Andrew Kahn e Jamelle Bouie)

Acesse à publicação original: Infográfico interativo

Interactive by Andrew Kahn. Background image by Tim Jones
Infográfico interativo mostra o tráfico de escravos africanos entre o século XVI e XIX. Alguns dados: 315 anos, 20.528 viagens, 12,5 milhões de negros transportados, 2 milhões não chegaram vivos ao destino, 4,8 milhões enviados para o Brasil.

Tradução realizada pelo Google Tradutor:
"Normalmente, quando dizemos "escravidão americana" ou "comércio de escravos americano", queremos dizer as colônias americanas ou, mais tarde, os Estados Unidos. Mas, como vimos no episódio 2 de História da escravidão americana Academia de ardósia, em relação a todo o comércio de escravos, América do Norte era um jogador pouco. Do começo do comércio no século 16 para a sua conclusão no 19, mercadores de escravos trouxe a grande maioria dos africanos escravizados a dois lugares: no Caribe e no Brasil. Dos mais de 10 milhões de africanos escravizados para eventualmente alcançar o Hemisfério Ocidental, apenas 388.747-menos de 4 por cento do total, veio para a América do Norte. Este foi menor em relação ao 1,3 milhão trouxe para espanhol América Central, 4 milhões trazido para britânicos, franceses, holandeses e dinamarqueses participações no Caribe, ea 4,8 milhões trazido para o Brasil.

Este interativo, projetado e construído por do Slate Andrew Kahn, dá-lhe um sentido da escala do comércio transatlântico de escravos ao longo do tempo, bem como o fluxo de transporte e eventuais destinos. Os pontos-que representam escravos individuais navios-também correspondem ao tamanho de cada viagem. Quanto maior o ponto, as pessoas mais escravos a bordo. E se você pausar o mapa e clique em um ponto, você vai aprender sobre o navio de bandeira-era britânica? Português? Francês? -sua Ponto de origem, seu destino, e sua história no comércio de escravos. O interativo anima mais de 20.000 viagens catalogados no banco de dados Trans-Atlantic Slave Trade. (Foram excluídos viagens para os quais há informações incompletas ou vagas no banco de dados). O gráfico na parte inferior acumula estatísticas com base nos dados brutos utilizados na interativo e, mais uma vez, representa apenas uma parte do escravo real trade-cerca de um metade do número de africanos escravizados que realmente foram transportados para longe do continente.

Existem algumas tendências dignas de nota. Como os primeiros estados europeus com uma grande presença no Novo Mundo, Portugal e Espanha dominar o século abertura do comércio transatlântico de escravos, o envio de centenas de milhares de pessoas escravizadas às suas participações na América Central e do Sul e Caribe. O papel Português não declina, e aumenta através do 17, 18 e 19 séculos, como Portugal traz milhões de africanos escravizados para as Américas.
Em 1700, no entanto, diminui e transporte espanhóis é substituído (e ultrapassado) por britânicos, franceses, holandeses e-até o final da atividade século americano. Este cem anos-de cerca de 1725 a 1825, também, é o ponto alto do tráfico de escravos, como europeus enviar mais de 7,2 milhões de pessoas para trabalho forçado, doenças e morte no Novo Mundo. Por um tempo, durante este período, o transporte britânica até excede Portugal.
Nas últimas décadas do comércio transatlântico de escravos, Portugal recupera o seu estatuto como os traficantes de escravos principais, o envio de 1,3 milhões de pessoas para o Hemisfério Ocidental, e principalmente para o Brasil. A Espanha também retorna como uma nação líder no comércio de escravos, o envio de 400.000 para o Ocidente. O resto dos países europeus, pelo contrário, têm em grande parte terminou seus papéis no comércio.
Até a conclusão do comércio transatlântico de escravos no final do século 19, os europeus haviam escravizados e transportados mais de 12,5 milhões de africanos. Pelo menos 2 milhões, historiadores estimam, não sobreviveram à viagem. -Jamelle Bouie
Slate Academy: a história da escravidão americana"

Também na Slate:
"Veja como 13.000 Guerra Monumentos Civis Preencha os EUA Mapa e ler as inscrições Chilling"
Correção, 30 de junho, 2015: A interativo originalmente exibida locais incorretos para Quelimane (também escrito Quelimane), Malembo e Cardenas. Eles são em Moçambique, Angola e Cuba, respectivamente, não Sudão e Espanha. Além disso, o mapa tinha localizado um porto chamado "espanhol Américas" no leste da América do Norte. O mapa de revista não mostra esta porta ou viagens a ele.
Correção, 25 de junho, 2015: A interativo originalmente exibida locais incorretos para St. Vincent e Zion Hill. Eles estão no Caribe, não em os EUA e Canadá, respectivamente.
Andrew Kahn é assistente de edição interactives do Slate. Siga-o no Twitter.
Jamelle Bouie é correspondente político chefe da Slate.

Fonte: Slate

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Apostila "Academia ENEM"

O Projeto Academia ENEM é uma iniciativa da Prefeitura de Fortaleza, tornando-o preparatório ao Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM, "objetivando aprimorar o aprendizado."
Esse módulo está dividido do seguinte modo:
I - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação
- Competências e Habilidades.
- Interpretação de Texto.
- Literatura.

II - Matemática e suas Tecnologias
- Escalas Numéricas.
- Trigonometria nos triângulos.
- Proporcionalidade.

III - Ciências Humanas e suas Tecnologias
- História do Brasil.
- História Geral
- Geografia.

IV - Ciências da Natureza e suas Tecnologias
- Biologia.
- Química.
- Física.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

Zeitgeist, o Filme - "Religião" (Dublado) - Parte I



A primeira parte do filme Zeitgeist, o Filme (Zeitgeist, the Movie) foi lançado em 2007, produzido por Peter Joseph, aborda temas como Cristianismo, ataques de 11 de setembro e o Banco Central dos Estados Unidos da América (Federal Reserve).
A primeira parte do filme é uma avaliação crítica da religião, com principal incidência no cristianismo, se utilizando de argumentos do livro "The Christ Conspiracy, The Greatest Story Ever Sold" (A Conspiração Cristo, A Maior História da Já Vendida) da autora teosofista Acharya S, sendo que é a própria autora defende sua teoria no Guia Oficial do filme.

O filme é estruturado em três seções:
Parte I - "The Greatest Story Ever Told" ("A maior história já contada");
Parte II - "All The Worlds A Stage" ("O mundo inteiro é um palco");
Parte III - "Don't Mind The Men Behind The Curtain" (Não se importem com os homens atrás da cortina").

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Filme: Idiocracia


Sinopse: "Conheça Joe Bowers. Ele não é de modo algum o cara mais brilhante do pedaço. Mas quando uma experiência governamental com hibernação cai no esquecimento, Bowers acorda no ano  2505 e encontra uma sociedade tão emburrecida pelo comercialismo de massa e pela alienante programação de TV que ele acaba sendo o cara mais inteligente do planeta! Agora, cabe a um cara para lá de mediano colocar a evolução da raça humana de volta nos trilhos!"


Ficha Técnica:
Título Original - Idiocracy;
Ano - 2006;
Censura - 16 anos;
País - Estados Unidos da América - EUA;
Distribuidora - 20th Century Fox Brazil;
Produtora - 20th Century Fox.

Acesse o Link abaixo para assistir online:

Opção: 01
Opção: 02
Opção: 03
Opção: 04
Opção: 05



Idiocracia, o domínio da estupidez



O conceito foi popularizado pela comédia Idiocracy, que mostra a humanidade totalmente emburrecida.



Cartaz da comédia distópica Idiocracy: a realidade vai superar a ficção de 2006 ? | Imagem: 20th Century Fox

A origem da palavra idiocracia é grega: idiotes (idiotas) + cratos (poder) = poder dos idiotas. No início, idiotes significava homens privados, afastados da vida pública da Grécia Antiga. Com o tempo, passou a designar pessoas ignorantes.

O filme americano Idiocracy, de 2006, de Mike Judge, um fracasso comercial que se tornou um filme cult, popularizou a expressão. Seus autores dizem que fizeram uma comédia que virou documentário.

O filme conta as aventuras do bibliotecário do Exército Joe Bauers (Luke Wilson), que hiberna por 500 anos junto com a prostituta Rita (Maya Rudolph).

Quando os dois despertam em 2.505, o mundo está tão idiotizado e tão comercial que Joe Bauers se torna o homem mais inteligente do mundo.

Nos Estados Unidos, a palavra idiocracia tem sido aplicada tanto a Donald Trump quanto a uma cultura que valoriza mais as Kardashians do que caráter.

No Brasil, a expressão teve um pico de popularidade em junho de 2019, quando o jornal francês Le Monde afirmou que o país corria o risco de uma idiocracia no governo Bolsonaro.

Em 2015, a banda LiMBO, de São Paulo, já tinha explorado a expressão, dizendo que a idiocracia "é a novela da nação", na música chamada... adivinhe... Idiocracia.

#DonaldTrump #Filmes #GovernoBolsonaro #Idiocracia #Música #Política

Fonte: Circuito D

Documentário: "A intolerância contra as religiões de matrizes africanas no Brasil" ONU Brasil

Em comemoração à Década Internacional de Afrodescendentes, documentário produzido pelo Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio) aborda as causas da intolerância religiosa e a riqueza da cultura afrodescendente no país.
s religiões de matrizes africanas são parte da diversidade religiosa do Brasil. Entre algumas dessas manifestações, que têm como referência a cultura trazida pelos africanos durante mais de 300 anos de escravidão, estão catimbó, cabula e principalmente umbanda e candomblé, que se propagaram com mais intensidade pelo Brasil.
Desde sua chegada ao Brasil, os praticantes de religiões de matrizes africanas foram alvo de perseguições por manifestarem a sua fé. Mas ainda hoje, em 2015, os episódios de intolerância religiosa fazem parte do cotidiano. No contexto da Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024), a ONU destaca essas manifestações brasileiras e de forte ligação com a África.
“Eu costumo dizer que a África e o Brasil se casaram e tiveram dois filhos: candomblé e umbanda. O candomblé é uma religião de matriz africana, a sua origem está na África, sobretudo no sudoeste da África. É uma religião brasileira e que se constituiu não só com essa matriz, mas com o sincretismo a partir da relação com o cristianismo, com cultos e vivências indígenas. A umbanda tem outra forma de sincretizar além dessa construção africanista porque promove outras relações com o misticismo, valores ciganos, kardecistas e hinduístas”, explicou, em entrevista exclusiva ao Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), o babalorixá Márcio de Jagun, ressaltando que, para os detratores, tanto os candomblecistas quanto os umbandistas são chamados de “macumbeiros”.
Apesar da influência africana desde o século XVI, o candomblé e a umbanda se consolidaram na sociedade brasileira nos últimos 200 anos, principalmente no início do século XX, quando o público pôde ter conhecimento das práticas a partir, por exemplo, das pesquisas de Pierre Verger, etnólogo francês e babalawo, que dedicou a maior parte de sua vida ao estudo da diáspora africana e ao comércio de escravos.
Essas práticas religiosas de matrizes africanas também fazem referência à comida, à música, aos tecidos e aos costumes não apenas dos escravos, mas dos colonizadores. Como exemplo deste sincretismo estão a indumentária e as louças que foram acrescentadas ao culto, como referência aos costumes portugueses.
“Após a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República, vimos um movimento eugenista crescer no Brasil. A ideia era embranquecer o país, dar identidade europeia. Então, toda essa cultura afro foi criminalizada: o samba, a capoeira, a prática religiosa… Tudo era estigmatizado”, destaca, em entrevista ao UNIC Rio, o babalawo Ivanir dos Santos, acrescentando que a África está muito presente no seio da história e da construção da religiosidade, mas isso não recebe a importância que deveria.

Desafios para mensurar os praticantes

De acordo com o último censo, de 2010, menos de 1% da população brasileira pratica as religiões de matrizes africanas. Mas esse universo não condiz com a realidade, já que ele não expressa a quantidade de pessoas que, juntamente com outras religiões, frequentam os cultos de matriz afro. O documento do IBGE informa que há cerca de 407 mil praticantes da umbanda, 167 mil do candomblé e cerca de 14 mil de outras religiões de matrizes africanas.
“O ultimo censo mostrou a diversificação do campo religioso. O catolicismo, religião hegemônica, vem decrescendo, o que vem abrindo espaço para o crescimento dos neo-pentecostais. Já os afro-religiosos, representam menos de 1%. O que vários especialistas têm dito, e eu concordo, é que esse número está subestimado. Há que se fazer uma pesquisa mais cuidadosa de maneira a saber como isso pode ser perguntado para chegarmos mais perto da religiosidade brasileira. Antigamente, sabemos que em muitos terreiros, vários cultos eram realizados na igreja católica. Desta forma, deveria ser aceitável na declaração que a pessoa se identificasse com mais de uma religião”, diz a antropóloga Sonia Giacomini.
Ciente da demanda para estudar e divulgar o trabalho desenvolvido nas casas, uma pesquisa coordenada por Giacomin e desenvolvida pelo Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente da PUC-Rio mapeou 847 terreiros do Rio de Janeiro. O resultado foi divulgado no livro “Presença do Axé: Mapeando terreiros no Rio de Janeiro”, que revelou também o mapa da intolerância religiosa.
“Grande parte das perguntas do estudo, que também foi desenvolvido pela pesquisadora Denise Pini, era sobre o funcionamento da casa. Além dessas questões, o conselho religioso resolveu que teria que ter uma outra bem importante: se a casa tinha sofrido algum episódio de discriminação. Como as respostas foram muito minuciosas, pudemos identificar quem eram os agressores, quem eram as vítimas e, desta forma, um mapa da intolerância.”

Acirramento da Intolerância Religiosa

Em junho, uma menina de 11 anos, praticante do candomblé, levou uma pedrada na cabeça, após saída do culto na Vila da Penha, Rio de Janeiro. A família registrou a ocorrência como lesão corporal e prática de discriminação religiosa.
Márcio, que é membro da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro (CCIR-RJ), diz que não é concebível que alguns religiosos incitem a violência e que seus superiores sejam alheios a essa discussão. Eles precisam ser responsabilizados. O parágrafo VI do artigo 5º da Constituição brasileira diz que é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. A Lei Caó (Lei 7.716/89) considera crime a intolerância religiosa.
De acordo com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, foram registradas 39 queixas pelo Disque 100 apenas em 2013, o que deu ao estado do Rio o título de maior detentor das denúncias em todo o Brasil, mas o registro ainda é muito precário.
Márcio conta que a Secretária Nacional de Direitos Humanos contabilizou, até hoje, 500 casos de intolerância religiosa em toda a sua história. Esse número não condiz com o cenário atual, principalmente, porque muitos dos casos que deveriam ser registrados como intolerância religiosa são catalogados como briga de vizinho, injúria ou calúnia.
A intolerância religiosa está na história do Brasil desde a chegada dos portugueses, já que, nas primeiras missões, havia a clara intenção de converter os índios e os escravos ao catolicismo. Ao longo dos séculos, essa ideia parece ter sido perpetuada.
“As igrejas neo-pentecostais têm disputado espaço com os barracões, têm desejado ocupar o nosso espaço. Muitas vezes, elas se preocupam em comprar os nossos terreiros e, nos mesmos espaços, abrir os templos”, afirma Márcio, que também é presidente da Associação Nacional de Mídia Afro.
As igrejas neo-pentecostais congregam denominações oriundas do pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais (como as batistas e metodistas). Elas surgiram aproximadamente 60 anos após o movimento pentecostal do início do século XX, em 1906.
Para Ivanir, existe uma disputa de mercado pelos fiéis, que cria uma demonização para que os praticantes de religiões afro se sintam envergonhados, o que se apresenta como um risco para a sociedade, não só para liberdade religiosa, mas para liberdade politica.




terça-feira, 2 de maio de 2023

"Maio de 68 | Mudanças comportamentais e avanços dos direitos humanos"



Fonte: Jornalismo TV CulturaO movimento de maio de 1968 em Paris ultrapassou os limites da França, provocando mudanças de comportamento e avanços dos direitos humanos ao redor do mundo. Cinquenta anos depois, o que se consolidou e o que retrocedeu na sociedade? É o que vamos ver na quarta reportagem da série "Maio de 68", com Rodrigo Piscitelli.

segunda-feira, 27 de março de 2023

"Paul McCartney - Pipes of Peace (Legendas em Português)"


"Esta linda música é baseada no natal de 1914 quando, durante a Primeira Guerra Mundial, alemães saíram de suas trincheiras e, juntamente com os aliados, acertaram uma trégua não oficial nos dias 25 e 26 de dezembro de 1914." Sylvio Bazote

segunda-feira, 6 de março de 2023

Série Especial "CANGAÇO" - Canais "Fatos Desconhecidos" e "O Cangaço na Literatura"

Lampião, o rei do cangaço - CANGAÇO 1/4
É claro que você sabe quem é Lampião! Com certeza já deve ter visto algum filme inspirado nesse personagem histórico; lido alguma história sobre ele; ouvido alguma música, como aquela de Zé Ramalho e Amelinha: “Virgulino Ferreira, o Lampião, bandoleiro das selvas nordestinas, sem temer a perigo nem ruínas, foi o rei do cangaço no sertão…”; ou até mesmo visto algum desenho e gravura reproduzindo o seu visual tão marcante: chapéu de couro, óculos e muitas jóias. Mas você sabe como Virgulino se tornou Lampião? E como o cangaceiro passou a ser um dos muitos símbolos da cultura nordestina? Conhece os lugares por onde ele passou? Isso tudo você vai saber aqui assistindo esse vídeo!



Maria Bonita e a mulher no cangaço - CANGAÇO 2/4
Conhecida como a rainha do cangaço e como Maria Bonita, Maria de Déa se tornou símbolo de luta pela liberdade feminina. Sua imagem foi representada incansavelmente na arte popular e até mesmo na indústria da alta costura. O estilo de se vestir de Maria Bonita e de outras cangaceiras foi inspiração para a estilista Zuzu Angel, que lançou sua coleção em 1970, no circuito de moda de luxo em Nova York, quando as cartucheiras de couro, os chapéus de feltro e os vestidos acinturados foram admirados como uma estética exótica. Não temos dúvida de que ela se tornou uma figura famosa. Mas você sabe quem foi essa mulher antes de ser conhecida como Maria Bonita? Você sabe como era a vida de uma cangaceira? Aqui vamos responder a essas perguntas e a muitas outras.



As vinganças de Zé Baiano - CANGAÇO 3/4
A vida de Zé Baiano chama a atenção por suas histórias de vingança. Ele ficou conhecido por ferir mulheres no rosto com um ferro para gado e por ter assassinado sua esposa, a cangaceira Lídia. Zé Baiano veio de uma família de cangaceiros e fez parte do bando de Lampião como um dos seus homens de confiança. Entretanto, poucas obras foram produzidas sobre sua história. Em 2020 foi publicada sua biografia por Robério Santos do canal O Cangaço na Literatura que se dedicou a pesquisar sobre a vida do cangaceiro. Zé Baiano ficou marcado pela fama de ferrador, mas a sua trajetória revela muitas características do cangaço. É sobre isso que nós vamos falar nesse vídeo!



Corisco e Dadá - O fim do cangaço - CANGAÇO 4/4
Corisco é mais um dos personagens emblemáticos do cangaço. Assim como Lampião e Maria Bonita, a sua história também inspirou muitos filmes, cordéis, gravuras e músicas. Sua esposa, a ex-cangaceira Dadá, viveu até o ano de 1994, deixando entrevistas e depoimentos sobre a vida dos dois. Corisco ficou imortalizado na memória popular por sua resistência ao fim do cangaço. Você já deve ter ouvido com a voz de Sérgio Ricardo ou de Nara Leão os versos: “Se entrega Corisco. Eu não me entrego não. Eu não sou passarinho pra viver lá na prisão”. Sabemos que a sua morte se tornou um marco do fim desse tipo de banditismo sertanejo. Mas nesse vídeo, você vai saber também quem foi Corisco e quais são as origens do cangaço.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

Documentário: "Memória do Cangaço" (Paulo Gil Soares)

"Mostra as origens do Cangaço, movimento armado de bandoleiros no Nordeste entre 1935 e 1939, com entrevistas de alguns sobreviventes da luta, policiais e cangaceiros. Entremeados com os depoimentos, sequências autênticas de filmes realizados em 1936 por Benjamim Abrahão, um mascate árabe (sírio) que conseguiu filmar o famoso bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião."
Gênero: Documentário.
Diretor: Paulo Gil Soares.
Elenco: Benicio Alves dos Santos, Cabo Antônio Isidoro, Cabo Benevides, Cabo Leonício Pereira, Estácio de Lima, Gregório, í'ngelo Roque, José Rufino, Paulo Gil Soares, Sérgia Ribeiro da Silva.
Duração: 29 minutos. Ano: 1964. Formato: 35mm. 
País: Brasil. Local de Produção: Rio de Janeiro. Cor: P&B.

"Até o sol raiá"

ATÉ O SOL RAIÁ é um conto de fantasia e de celebração ao imaginário nordestino. Personagens de barro criados por um artesão ganham vida própria e agitam uma pacata vila sertaneja numa noite de festa. Animado em 3D, o curta-metragem funde a tradição do artesanato em barro com o cangaço, numa referência a dois ícones da cultura do Nordeste.

  

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

"Revolução Industrial - Banda Pré-Histórica"



Fonte: Letra e música de Christian David Machado 

 Antes eu vivia no campo na tranquilidade
As coisas mudaram e eu vim para a cidade 
A indústria era movida a vapor 
Sempre pelo sangue e suor do trabalhador 
Minério de ferro carvão mineral 
Mão-de-obra e capital 
Revolução industrial 
O pioneirismo foi da Inglaterra 
Mas a revolução se espalhou 
Modificando toda a sociedade 
Fazendo do lucro uma prioridade 
Capitalistas e proletário 
Um com ganhos o outro salário 
Revolução industrial

Canal Oficial: Banda Pré-Histórica