terça-feira, 24 de março de 2026

Março Negro - 25/03: Data Magna do Ceará - “A história que a História não conta”



Março Negro

25 de março: Data Magna do Ceará

“A história que a História não conta”


Cantou a Estação Primeira de Mangueira, campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2019, no samba enredo História para ninar gente grande, mostrando um país que não está no retrato. A luta por liberdade, justiça e dignidade forjou-se com muito sangue retinto pisado desde o início da formação do povo brasileiro, dizia o samba.


O negro arrancado do continente africano reagiu à dominação do branco europeu de diversas formas, dentre as quais destacam-se a formação de quilombos e a instituição de sociedades abolicionistas. A escravidão não foi um acidente de percurso, nem a abolição da escravatura foi uma boa ação de uma elite boa nascida nos confins da Terra Brasilis.


No, atual, Estado do Ceará, a abolição ocorreu no dia 25 de março de 1884, quatro anos antes da promulgação da Lei Áurea que colocou fim nos quase 305 anos de escravidão no Brasil, em 13 de maio de 1888. Assim, a então província, comandada por Manuel Sátiro de Oliveira Dias, ficou conhecida como A Terra da Luz por esse movimento de libertação e não por seu clima ensolarado.


Esse movimento vanguardista se deu tanto pelo surgimento de uma classe média abolicionista, como pela luta de setores populares, a exemplo dos jangadeiros que aderiram ao movimento, liderados por Francisco José do Nascimento, o Chico da Matilde. Eles proibiam o embarque e o desembarque de escravizados em Fortaleza. Devido a esse episódio, o líder dos jangadeiros ficou conhecido como o Dragão do Mar.


Em janeiro de 1883, há menos de um ano da abolição na província, em praça pública, o povo da Vila do Acarape assistiu à entrega de 116 cartas de alforria aos escravizados. A atual cidade de Redenção é, então, o primeiro território a libertar os cativos de seus antigos engenhos e senzalas que, por muitos anos, testemunharam a escravização do povo negro. Torna-se Redenção, marco e símbolo de liberdade.


Perfil - Dragão do Mar e a História da Abolição no Ceará (TV Assembleia Ceará)


O documentário sobre Dragão do Mar, também conhecido como Chico da Matilde, conta a história de Francisco José do Nascimento, contextualizando com o momento da abolição da escravidão no Ceará. Prático mor e filho de jangadeiro, Dragão do Mar foi o líder dos jangadeiros no Movimento Abolicionista no Ceará, o estado pioneiro na abolição da escravidão.
Concepção: Angela Gurgel 
Apresentação e Roteiro: Marina Ratis 
Produção: Ana Célia de Oliveira Marina Ratis 
Edição: Vinicius Augusto Bozzo 
Pesquisa Musical: Angela Gurgel 
Artes: Daniel Cardoso 
Locução: Jânio Alves e Karol Martins 
Coordenação de Núcleo Documentário: Angela Gurgel




Os Cearenses - Dragão do Mar (Fundação Demócrito Rocha)

Francisco José do Nascimento nasceu em Aracati no dia 15 de abril de 1839. Virou Chico da Matilde, em homenagem a sua mãe. Participou como líder dos jangadeiros do movimento abolicionista do Ceará. Homem de ação, todas as vezes que anunciavam o embarque de escravos, ele lançava-se ao mar em sua jangada e acompanhava a esteira branca do Navio Negreiro até o final da Ponta do Mucuripe. Por este motivo, recebeu o “título” de Dragão do Mar. Morreu em 1914.




A invenção do Ceará - O pioneirismo do CE na Abolição da Escravidão


 
 

Maria Tomasia e a abolição da escravatura no Ceará



Dragão do Mar: O Jangadeiro da Abolição - Eduardo Bueno




A aristocrata que lutou para que a abolição no Ceará fosse adiantada

Maria Tomásia Figueira Lima foi a primeira presidente da Sociedade das Cearenses Libertadoras, que foi fundamental para que o Ceará decretasse a libertação dos escravizados antes da Lei Áurea

Por: Isabela Alves - Observatório 3º Setor

Maria Tomásia Figueira Lima foi uma aristocrata que lutou para que a abolição da escravatura no Ceará fosse adiantada. Nascida em 1826, em um município do interior do Ceará, ela se mudou para Fortaleza após se casar com o abolicionista Francisco de Paula de Oliveira Lima.

Em Fortaleza, ela se tornou uma das maiores articuladoras do movimento abolicionista do estado: Maria Tomásia foi a cofundadora e primeira presidente da Sociedade das Cearenses Libertadoras, a entidade que mais lutou em prol desta causa na época. O movimento, fundado em 08 de dezembro de 1880, reunia 22 mulheres de famílias influentes que argumentavam a favor do fim da escravidão.

Ao fim da primeira reunião, elas assinaram 12 cartas de alforria e, posteriormente, conseguiram que os senhores de engenho assinassem mais 72. O grupo chegou a conseguir apoio financeiro até do Imperador Dom Pedro II.

O movimento, também, promovia reuniões abertas ao público e nestes eventos as mulheres da Sociedade sempre ressaltavam a importância da libertação dos escravizados. As mulheres, também, recorriam aos jornais e clamavam pela abolição de toda a província.

A ação foi fundamental para que o Ceará decretasse a libertação dos escravizados antes da Lei Áurea. No dia 25 de março de 1884, Maria Tomásia estava presente na Assembleia Legislativa, onde ocorreu o ato oficial de libertação dos escravizados do Ceará.

Outro personagem fundamental para essa antecipação da abolição da escravatura no Ceará foi o jangadeiro Francisco José do Nascimento, também conhecido como Dragão do Mar, do qual falamos em outro texto. 

Fontes: Folha de São Paulo e Dicionário da escravidão negra no Brasil


segunda-feira, 23 de março de 2026

"Como o Segundo Reinado é cobrado no ENEM" (História Digital)

Os principais tópicos e conceitos do Segundo Reinado.



Segundo Reinado foi o período que ocorreu entre 1840, quando Dom Pedro II assume o poder no Brasil, até 1889, data da Proclamação da República. Este momento foi marcado por muitas transformações sociais e econômicas no país.

Para saber mais detalhes a respeito do período e ficar focado nos tópicos que será abordado abaixo, sugerimos que você leia dois resumo sobre o tema: Resumo sobre Política no Segundo Reinado e o Resumo sobre a Economia e Crise da Monarquia.


Escravidão e Abolicionismo
A questão do escravismo e o movimento abolicionista tem sido um dos temas mais recorrentes na prova de História, desde o início do ENEM, em 1998. A partir do novo ENEM (2009 a 2011), o número de questões diminuiu, mas não quer dizer que não venha a cair nas próximas edições. Fique atento!


Após a Guerra do Paraguai (1865-1870), a escravidão passou a ser cada vez mais questionada e o movimento abolicionista, que defendia o fim da escravidão, ficou ainda mais forte. Isto porque os negros que participaram da guerra tinham a promessa de liberdade quando - e se - voltassem.
Paralelamente ao movimento abolicionista, muitas leis foram criadas com a intenção de acabar com a escravidão ou reduzir seus efeitos. Dentre estas leis, estão a Lei Eusébio de Queiroz, Lei do Ventre Livre, Lei do Sexagenário, entre outras.





Em 13 de maio de 1888, a escravidão foi "abolida". No entanto, o fato não significou uma devida inserção dos negros recém-libertos na sociedade brasileira. A muitos faltou trabalho e moradia, condição indispensável ao exercício da cidadania.

Vinda dos Imigrantes
À medida que o escravismo ia perdendo a força no país, a demanda de uma nova força de trabalho aumentava. A crise econômica na Europa, na segunda metade do século XIX - associada a uma forte propaganda - fez com que vários imigrantes europeus viessem ao Brasil, geralmente para trabalhar nas lavouras de café.



      Acesse, também, o Blog interessante sobre a Monarquia de uma forma diferente: 

      Aulão Segundo Reinado (1840-1889) - ENEM/Vestibulares

       














      segunda-feira, 2 de março de 2026

      SEGUNDO REINADO | QUER QUE DESENHE | MAPA MENTAL - Descomplica


       

      "Guerra do Paraguai - A nossa Grande Guerra" History Channel e História Digital

      Na prova do Enem 2010, tente resolver esta questão sobre as diferentes visões e interpretações acerca da Guerra do Paraguai, um dos maiores conflitos armados que já ocorreu na América Latina. A resolução está logo abaixo da questão, com comentários e habilidades cobradas na prova. Para ter mais informações sobre este exame nacional, fique atualizado nas notícias sobre o Enem.

      A imagem abaixo foi escolhida intencionalmente para confrontar as pinturas tradicionais das grandes batalhas da guerra, como Riachuelo, Avaí e Tuiutí. Neste, caso, observamos a visão dos civis que estavam longe dos campos de batalha, mas nem por isso sofrendo menos que os combatentes.

      Civis em foto da Guerra do Paraguai

      Para aprofundar o seu conhecimento neste assunto, sugerimos que você leia sobre o contexto em que ocorreu a Guerra do Paraguai no Resumo: Política no Segundo Reinado. Você pode, também, complementar os seus conhecimentos assistindo ao vídeo sobre a Guerra do Paraguai.

      Questão



      Questão 22:

      Substitui-se então uma história crítica, profunda, por uma crônica de detalhes onde o patriotismo e a bravura dos nossos soldados encobrem a vilania dos motivos que levaram a Inglaterra a armar brasileiros e argentinos para a destruição da mais gloriosa república que já se viu na América Latina, a do Paraguai.
      (CHIAVENATTO, J. J. Genocídio americano: A Guerra do Paraguai. São Paulo: Brasiliense, 1979 (adaptado).

      O imperialismo inglês, “destruindo o Paraguai, mantém  o status quo na América Meridional, impedindo a ascensão do seu único Estado economicamente livre”. Essa teoria conspiratória vai contra a realidade dos fatos e não tem provas documentais. Contudo essa teoria tem alguma repercussão.
      (DORATIOTO. F. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Cia. das Letras, 2002 (adaptado).

      Uma leitura dessas narrativas divergentes demonstra que ambas estão refletindo sobre

      a) a carência de fontes para a pesquisa sobre os reais motivos dessa Guerra.
      b) o caráter positivista das diferentes versões sobre essa Guerra.
      c) o resultado das intervenções britânicas nos cenários de batalha.
      d) a dificuldade de elaborar explicações convincentes sobre os motivos dessa Guerra.
      e) o nível de crueldade das ações do exército brasileiro e argentino durante o conflito.
      Confira a resolução 


      No dia 18 de setembro de 1865, ocorre a rendição do Paraguai, depois do cerco de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. É um bom momento para lembrarmos daquele que é considerada o maior conflito armado da América do Sul. Muitos historiadores consideram que esta guerra foi um grande golpe na tentativa do Paraguai se tornar uma grande potência latino-americana. Conheça 20 curiosidades sobre a Guerra do Paraguai.

      A guerra ocorreu no século XIX, mais especificamente durante o Segundo Reinado, considerando a situação política brasileira. Para compreender o contexto em que a guerra ocorreu, assim como os seus desdobramentos na sociedade e política brasileiras, leia o resumo sobre o Política no Segundo Reinado.

      Batalha do Avaí
      – A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. A guerra foi travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta por Brasil, Argentina e Uruguai. A guerra estendeu-se de dezembro de 1864 a março de 1870.

      – O conflito iniciou-se com a invasão da província brasileira de Mato Grosso pelo exército do Paraguai, sob ordens do presidente Francisco Solano López. O ataque paraguaio ocorreu após uma intervenção armada do Brasil no Uruguai, em 1863.

      – Foi o último de quatro conflitos armados internacionais, na chamada Questão do Prata, em que o Brasil lutou, no século XIX, pela supremacia sul-americana, tendo o primeiro sido a Guerra da Cisplatina, o segundo a Guerra do Prata, e o terceiro a Guerra do Uruguai.

      – Em represália à intervenção no Uruguai, Solano López ordenou que fosse apreendido o navio brasileiro Marquês de Olinda. No dia seguinte, o navio a vapor paraguaio Tacuari apresou o navio brasileiro, que subia o rio Paraguai rumo à então Província de Mato Grosso.

      – A derrota do Paraguai marcou uma reviravolta decisiva na história do Paraguai, tornando-o um dos países mais atrasados da América do Sul, devido a diminuição da sua população, ocupação militar por quase dez anos, pagamento de pesada indenização de guerra, entre outros motivos.

      Corpo de Voluntários da Pátria

      – Em 7 de janeiro de 1865, são criados os corpos de Voluntários da Pátria, que pretendiam incentivar o alistamento de civis por ideais patrióticos. No começo até que dá certo, mas logo a empolgação passa, e o trabalho de alistamento se torna cada dia mais complicado.

      – Os “voluntários” começam então a ser recrutados na marra. Cada qual dava seu jeito para escapar da guerra. Uns doavam dinheiro e empregados, outros tramavam para que inimigos políticos fossem no seu lugar. Havia até quem oferecesse familiares: sobrinhos, irmãos, filhos…

      – A prática mais comum, no entanto, era a aquisição de escravos para substituir o convocado. Até o governo passou a comprar negros para as batalhas. “Forças e mais forças a Caxias. Apresse a medida de compra de escravos e todos os que possam aumentar o nosso Exército”, escreveu dom Pedro II ao ministro da Guerra.

      – Estima-se que mais de 20 mil escravos tenham lutado na guerra. O número representa cerca de 16% dos soldados brasileiros. Como é de se imaginar, eram tratados como inferiores pelos companheiros. Muitos trabalhavam como criados dos soldados brancos.

      – A ordem do dia para a Batalha de Tuiuti, uma das mais importantes da guerra, determinava: todos os batalhões deveriam estar a postos, inclusive “os bagageiros e camaradas (criados) dos senhores oficiais”. Era uma clara referência aos escravos que estavam na guerra.

       Saldo da Guerra do Paraguai

      – O Paraguai sofreu grande redução em sua população. A guerra acentuou um desequilíbrio entre a quantidade de homens. Algumas fontes citam que 75% da população teria perecido ao final da Guerra. Estimativas atuais, contudo, fixam o percentual de perdas de vidas entre 15% e 20% da população.

      – Dos cerca de 160 mil brasileiros que combateram na guerra, as melhores estimativas apontam cerca de 50 mil óbitos e outros mil inválidos. Outros ainda estimam que o número total de combatentes pode ter chegado a 400 mil, com 60 mil mortos em combate ou por doenças.

      – As forças uruguaias contaram com quase 5.600 homens, dos quais pouco mais de 3.100 morreram durante a guerra devido às batalhas ou por doenças. Já a Argentina perdeu cerca de 18 mil combatentes dentre os quase 30 mil envolvidos. Outros 12 mil civis morreram devido principalmente a doenças.

      – As altas taxas de mortalidade na guerra não foram decorrentes somente por conta dos encontros armados. Entre os brasileiros, pelo menos metade das mortes tiveram como causa doenças típicas de situações de guerra do século XIX. A principal causa mortis durante a guerra parece ter sido o cólera.

      – Não houve um tratado de paz em conjunto. Embora a guerra tenha terminado em março de 1870, os acordos de paz não foram concluídos de imediato. As negociações foram interrompidas pela recusa argentina em reconhecer a independência paraguaia.

      Retorno do Exército

      – As aldeias paraguaias destruídas pela guerra foram abandonadas e os camponeses sobreviventes migraram para os arredores de Assunção, dedicando-se à agricultura de subsistência na região central do país. As terras das outras regiões foram vendidas a estrangeiros, principalmente argentinos, e transformadas em latifúndios.

      – O mercado paraguaio abriu-se para os produtos ingleses e o país viu-se forçado a contrair seu primeiro empréstimo no exterior: um milhão de libras da Inglaterra, que se pode considerar a potência mais beneficiada por esta guerra.

      – Depois da guerra, boa parte das melhores terras do Paraguai foi anexada pelos vencedores. O Brasil ficou com a região entre os rios Apa e Branco, aumentando para o sul o estado do Mato Grosso. A Argentina anexou o território das Missões e a área conhecida como Chaco Central.

      – O Brasil, que sustentou praticamente sozinho a guerra, pagou um preço alto pela vitória. Durante os cinco anos de lutas, as despesas do Império chegaram ao dobro de sua receita, provocando uma crise financeira. A escravidão passou a ser questionada, pois os escravos que lutaram pelo Brasil permaneceram escravos.

      – O Exército Brasileiro passou a ser uma força nova e expressiva dentro da vida nacional. Transformara-se numa instituição forte que, com a guerra, acabou ganhando tradição e força interna e representaria um papel significativo no desenvolvimento posterior da história do país.

       Fonte: História Digital


      "Introdução à História" (História Digital)

      Quiz sobre Introdução à História: Teste





      Fonte: História Digital

      segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

      REVOLUÇÃO FRANCESA: RESUMO | HISTÓRIA | QUER QUE DESENHE? Descomplica


       

      Neste vídeo do Quer Que Eu Desenhe nós vamos falar sobre os impactos da Revolução Francesa e entender como ela moldou o curso da história. 🔥BAIXE AGORA O MAPA MENTAL SOBRE A REVOLUÇÃO FRANCESA: https://bit.ly/454AyPl ----- A Revolução Francesa foi um acontecimento que transformou radicalmente a França no final do século XVIII. A população, cansada das desigualdades sociais e econômicas, revoltou-se contra a monarquia absolutista e o sistema feudal. Em 1789, o povo parisiense tomou a Bastilha, símbolo do poder real, desencadeando uma série de eventos que mudariam o curso da história. Os ideais de igualdade, liberdade e fraternidade, propagados pelos revolucionários, guiaram as mudanças que se seguiram. A Assembleia Nacional Constituinte proclamou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, inspirada nos ideais iluministas, buscando estabelecer direitos universais e limitar o poder absoluto do rei. A Revolução também aboliu privilégios feudais, como os direitos feudais e os dízimos. No entanto, também foi marcada por conflitos internos e mudanças rápidas de liderança. A execução do rei Luís XVI e o período do Terror, liderado por Robespierre e o Comitê de Salvação Pública, ilustram as tensões e extremos que a revolução enfrentou. Apesar das controvérsias e contratempos, os princípios e ideais da Revolução Francesa influenciaram movimentos sociais e políticos em todo o mundo, deixando um legado duradouro de lutas por direitos e liberdades individuais. No Enem, esse tema pode ser abordado para analisar as implicações históricas e os desafios enfrentados durante esse período turbulento. Descubra o que foi a Revolução Francesa, quais foram seus eventos cruciais e ideais revolucionários. ----- 💻Quer saber mais sobre o tema? Confira: ➜ Conteúdo sobre Revolução Francesa: https://bit.ly/443Qu2X ➜ Vídeo com um resumo completão sobre a Revolução Francesa:    • REVOLUÇÃO FRANCESA: UM SUPER RESUMO! | #HI...   💚 Siga-nos nas outras redes sociais: 👉 Twitter:   / descomplica   👉 Facebook:   / descomplica.videoaulas   👉 Instagram:   / descomplica   👉 TikTok:   / descomplica   #RevoluçãoFrancesa #História #Enem #Vestibular 

      sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

      Filme: "Uma História de Amor e Fúria"


      "O longa é a estreia na direção de Luiz Bolognesi, roteirista de Chega de Saudades e As Melhores Coisas do Mundo, e acompanha um homem (dublado por Selton Mello) ao longo de 600 anos de história, enquanto ele se encontra e desencontra de sua amada Janaína (Camila Pitanga). Anteriormente chamado Lutas, o filme salta através de momentos importantes da história do Brasil e termina com uma visão distópica do Rio de Janeiro em 2096.
      A narrativa começa com o conflito entre os tupinambás e os colonizadores portugueses, em seguida salta para a Balaiada (revolta de escravos que ocorreu no Maranhão no século XIX), o movimento estudantil de resistência a ditadura e por último para o ficcional grupo terrorista que busca democratizar o acesso à água, tornada o bem mais caro do mundo no futuro. 
      O protagonista e Janaína se tornam símbolos da luta contra a opressão e advogados da liberdade, mas não são nada além disso."

      Leia mais em Vortex Cultural

       
       Trailer do filme





      quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

      "O deus das portas, portões e transições: história do deus da antiguidade romana Janus"





      Na religião e mitologia romanas antigas, Janus era o deus dos portões e portas.

      Veja, os antigos romanos tinham um deus específico que detinha a chave, por assim dizer, para as portas ou passagens metafóricas entre o que foi e o que está por vir – o espaço liminar de transição de um período de tempo e em algo novo.
      Quem é Jano?

      Parece que os antigos romanos tinham um deus ou deusa para tudo: Poseidon, deus do mar; Vênus, deusa do amor e da beleza; e Apolo, deus do sol. (Só para citar alguns. Outros deuses romanos bem conhecidos incluem Júpiter, Saturno, Mercúrio, Marte, Netuno, Orcus, Ceres, Juno, Luna Diana e Vesta.) E há Janus, um deus menos conhecido, mas sem dúvida um dos mais importantes.
      Na mitologia romana, Janus era o deus das portas, portões e transições. Janus representava o meio-termo entre dualidades concretas e abstratas, como vida / morte, começo / fim, juventude / idade adulta, rural / urbano, guerra / paz e barbárie / civilização.
      Janus era conhecido como o iniciador da vida humana, transformações entre fases da vida e mudanças de uma era histórica para outra. Os antigos romanos acreditavam que Jano governava os eventos da vida, como casamentos, nascimentos e mortes. Ele supervisionou eventos sazonais como plantio, colheitas, mudanças sazonais e o ano novo.
      De acordo com a mitologia romana, Jano estava presente no início do mundo. Como o deus dos portões, Janus guardava os portões do céu e tinha acesso ao céu e a outros deuses. Por essa razão, Jano era frequentemente invocado primeiro nas cerimônias religiosas da Roma Antiga e, durante os sacrifícios públicos, as oferendas eram dadas a Jano antes de qualquer outra divindade. Na verdade, há evidências de que Janus era adorado muito antes de muitos dos outros deuses romanos, datando desde a época de Rômulo (o fundador e primeiro governante de Roma).
      E se você ‘ Já me perguntei como o mês de janeiro ganhou esse nome, você tem que agradecer a Janus. Como o deus romano dos começos e transições, Janus tem o mesmo nome de janeiro, o primeiro mês de um novo ano.

      Por que Janus tem duas faces?
      O que é incomum sobre o deus Janus é sua imagem icônica. Como o deus das transições e dualidades, Janus é retratado com duas faces – uma voltada para o passado e outra voltada para o futuro. Ele também tem uma chave na mão direita, que simboliza sua proteção de portas, portões, soleiras e outras separações ou aberturas entre limites espaciais. Na Roma antiga, o símbolo da chave também significava que um viajante veio para encontrar um porto seguro ou trocar mercadorias em paz.

      O que é uma moeda de Janus?
      Janus também supervisionou o início de empreendimentos financeiros e a transição da humanidade da barbárie para a civilização. Um aspecto importante disso foi a criação de moedas. O mito romano diz que Jano foi o primeiro (entre os deuses ou humanos) a cunhar moedas.
      Por causa disso, a imagem de sua cabeça dupla apareceu em muitas moedas romanas. Essas moedas ainda podem ser encontradas em museus hoje, e representações de moedas de Jano são populares em joias.

      Quem é o deus grego das portas?
      Embora a maioria das divindades romanas tenha um equivalente em Na mitologia grega, não há nenhum deus grego que sirva como contraparte de Janus. Isso pode causar alguma confusão, levando as pessoas a se perguntarem se Jano era um deus grego ou romano. O mito grego contém um personagem semelhante a Janus: Ortros, um cão de duas faces. Semelhante a Janus, Orthus tem uma face voltada para o passado e outra para o futuro. No entanto, ele não tinha o mesmo significado na Grécia antiga que Jano na Roma antiga.

      Como você protege suas portas ou transições de honra?
      Embora as tradições e a adoração em torno do deus romano Jano fossem praticadas há muito tempo, práticas semelhantes perduram até hoje. Muitos lares judeus, por exemplo, exibem uma mezuzá na porta, seguindo o mandamento de “escrever as palavras de Deus nos portões e ombreiras de sua casa”. Da mesma forma, os cristãos costumam exibir uma cruz acima da entrada de suas casas, e os muçulmanos têm rituais e saudações específicos para entrar em uma mesquita. Se você não for religioso, talvez exiba uma fotografia, imagem ou símbolo significativo perto da porta da frente – um aspecto positivo imagem ou token que saúda os visitantes de sua casa.
      Como eventos como mudanças de estação, um novo ano ou mês, aniversários, nascimentos, mortes, casamentos e até mesmo começar um novo emprego são, em certo sentido, portas de entrada entre o passado e o futuro, é benéfico honrar eles: reflita sobre o que você experimentou, planeje e estabeleça metas para o futuro, celebre a mudança e a transformação.