sexta-feira, 4 de abril de 2025

Filme/Documentário: "Nós que aqui estamos por vós esperamos" Marcelo Massagão - Reflexões com memórias do século XX


"Nós que aqui estamos por vós esperamos" é um filme brasileiro de 1999 sob a direção de Marcelo Massagão. Ele traz o filme como memórias do século XX. O filme retrata de uma verdadeira volta ao mundo no seu contexto histórico, econômico e cultural.

Com base na história e na psicanálise, Marcelo Masagão compôs um complexo mosaico de memórias do século 20.

Seu recurso à justaposição de imagens e sequências fragmentadas, ao invés de uma narrativa contínua e linear, capturou o âmago desse tempo turbulento.

A irrupção nele da cultura moderna indicava isso: a ruptura dos elos com o passado; o imperativo da supremacia tecnológica; a penetração ampla e profunda em todas as dimensões da matéria, da vida e do universo; o anseio da aceleração, da intensidade e da conectividade; a abolição dos limites do tempo e do espaço.

O que mais marca este momento, portanto, é justamente essa multiplicação de energias, a pluralidade das sensações e das experiências, o esfacelamento da consciência e a interação com os mais diversificados contextos.

A história se pulveriza numa miríade de registros e o inconsciente aflora, magnificado pela potência das novas fontes de estimulação sensorial e pelo choque traumático das forças destrutivas deslaçadas sobre a humanidade.

Sensível e ponderado foi também o seu modo de jogar com as perspectivas de gentes simples e anônimas, nascidas no torvelinho das transformações, dragadas pelas engrenagens dos complexos industriais, o lazer massificado, a publicidade, os apelos do consumo, as alegrias da dança e do corpo liberado, os rigores trágicos das crises e da guerra.

Dando nome a essas criaturas minúsculas, ele devolve o quinhão de humanidade que lhes foi negado e destaca o modo pelo qual a dinâmica social opera pela modulação dos comportamentos, a rotinização do cotidiano e a galvanização das mentes.

Dentre a massa de anônimos ressaltam rostos famosos: artistas, cientistas, intelectuais, líderes políticos e espirituais. Funcionam como chaves que articulam tendências de ampla configuração em diferentes níveis da experiência social e cultural.

Catalisando processos em andamento, eles dão voz às minorias silenciosas e sinalizam alternativas ou consolidam estados latentes de aspiração, conformação, revolta ou ressentimento. A história é tramada nessa imprevisível dialética entre pressões estruturais, decisões individuais, desejos, pavores e projeções subconscientes, tensões sociais e a polifonia de vozes que dão forma e expressão às conjunturas.

A singela fórmula "nós que aqui estamos, por vós esperamos", gravada no portal do cemitério de província, é outro dos achados cintilantes deste filme. Por um lado, oferece um contraponto tocante às ambições grandiloquentes do século 20 e de sua modernidade. Evoca a fragilidade e os estreitos limites da condição humana, os quais têm sido ignorados por poderes e ambições que atravessaram o período impondo demandas e sacrifícios exorbitantes.

Por outro lado, apresentada no final do filme, a frase ressoa e opera como um feixe que conecta os fragmentos, nos transportando para aquele mundo, como mais uma memória que irá se somar a esse painel dramático, ligada a cada detalhe dele por vínculos de solidariedade e compaixão.

Os temas compulsivos e recursivos das músicas de Win Mertens funcionam como o nexo emotivo que nos põe em sintonia com os sonhos profundos que animaram nossos irmãos e irmãs nessa aventura histórica ainda mal entendida e inacabada, mas que obras como essa nos ajudam a vislumbrar e a compreender melhor. Creio que é isso também que eles, lá na sombra discreta do cemitério, esperam de nós.

Saiba mais sobre o filme: http://www2.uol.com.br/filmememoria/




Análises: 














segunda-feira, 10 de março de 2025

História do Ceará

 




Ceará Colonial

Ceará Imperial

Ceará Republicano

História do Ceará - Comentada


Bárbara de Alencar 


Padre Cícero

Beato José Lourenço


quinta-feira, 6 de março de 2025

Educação das Relações Étnico-Raciais - Povos e Comunidades Tradicionais do Ceará: Material Pedadógico da SEDUC-CE




A Secretaria da Educação, por meio da Codea/Diversidade e Inclusão Educacional, produziu uma série de vídeos protagonizados por lideranças dos povos e comunidades tradicionais do Ceará, dentre eles: os Povos Indígenas, Quilombolas, Cigano e de Matriz Africana (Candomblé). Essa produção tem o intuito de contribuir para o atendimento de uma das exigências do Plano Nacional de Implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana: "produzir e distribuir regionalmente materiais didáticos e paradidáticos que atendam e valorizem as especificidades (artísticas, culturais e religiosas) locais e regionais da população e do ambiente, visando ao ensino e à aprendizagem das relações étnico-raciais"

Seguem os links, para que professores/as e estudantes tenham acesso ao material e disponham de mais um subsídio para desenvolver discussões curriculares sobre a temática das Relações Étnico-Raciais em sala de aula. Acreditamos que esse material possa contribuir para a construção de uma educação cada vez menos racista e mais inclusiva.

Abaixo seguem os links de acesso aos vídeos:

- Povos de Matriz Africana (Candomblé): 

- Povo Cigano:

- Povo Negro:

- Povos Indígenas do Ceará:













- Povos Quilombolas do Ceará:

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Documentário: "Padim Ciço, Santo ou Coronel?"


"Documentário abordando a vida de Padre Cícero, mostrando-o por completo, com todas as suas virtudes e críticas dos inimigos da época. Foram dois anos de filmagens, 2007 e 2008, em duas romarias de finados. Há depoimentos de sociólogos, artistas, entrevistas e imagens dos romeiros que fazem de Juazeiro do Norte um espetáculo e de Padre Cícero um símbolo da resistência dos excluídos sociais, através da religiosidade. Conheça por completo Padre Cícero, o Cearense do Século e um dos grandes personagens da história da América Latina. Santificado pelo povo, renegado pela igreja, odiado e amado ao mesmo tempo, o que é comum às grandes personalidades." (Advogado Valdecy Alves)

Parte I


Parte II


Parte III

domingo, 5 de janeiro de 2025

"Chega!" Gabriel, o Pensador


Na letra, o cantor não poupa a atual política brasileira, a polícia, a situação nos hospitais, a crise hídrica, entre outros problemas. Sem tomar partido, o recado do rapper é claro: Chega!
“Desde que eu nasci, incluindo o período da Ditadura, o povo brasileiro sempre foi sacaneado, roubado, enganado, reprimido e manipulado pelos donos do poder, em todas as esferas, independente dos seus partidos, que enfrentam-se nas eleições e depois se entendem, se protegem e se unem para nos foder”, publicou o rapper em sua conta na rede social.
Gabriel sempre procurou manifestar os descontentamentos do povo brasileiro em suas letras. Um de seus principais raps “Tô Feliz (Matei o Presidente)” marcou um dos períodos mais importantes da história democrática brasileira, quando o ex-presidente Fernando Collor de Mello teve seu cargo cassado em 1992.
Não à toa, Gabriel escolheu lançar a música no domingo (15/3), quando milhares de pessoas foram às ruas de diferentes pontos do país protestar contra a corrupção e o atual governo.
[Refrão]
Chega! Que mundo é esse, eu me pergunto
Chega! Quero sorrir, mudar de assunto
Falar de coisa boa mas na minha alma ecoa
Agora um grito eu acredito que você vai gritar junto (x2)

A gente é saco de pancada há muito tempo e aceita
Porrada da esquerda, porrada da direita
É tudo flagrante, novas e velhas notícias
Mentiras verdadeiras, verdades fictícias
Polícia prende o bandido, bandido volta pra pista
Bandido mata o polícia, polícia mata o surfista
O sangue foi do Ricardo, podia ser do Medina
Podia ser do seu filho jogando bola na esquina
Morreu mais uma menina, que falta de sorte
Não traficava cocaína e recebeu pena de morte
Mais uma bala perdida, paciência
Pra ela ninguém fez nenhum pedido de clemência

[Refrão]
Chega! Que mundo é esse, eu me pergunto
Chega! Quero sorrir, mudar de assunto
Falar de coisa boa mas na minha alma ecoa
Agora um grito eu acredito que você vai gritar junto
Chega! Vida de gado, resignado
Chega! vida de escravo de condenado
A corda no pescoço do patrão e do empregado
Quem trabalha honestamente tá sempre sendo roubado

Chega! Água que falta, mágoa que sobra
Chega! Bando de rato, ninho de cobra
Chega! Obras de milhões de reais
E milhões de pacientes sem lugar nos hospitais
Chega! Falta comida, sobra pimenta
Chega!Repressão que não me representa
Chega! Porrada pra quem ama esse país
E bilhões desviados debaixo do meu nariz
Chega! Contas, taxas, impostos, cobranças
Chega! Tudo aumenta menos a esperança
Multas e pedágios para o cidadão normal
E perdão pra empresas que cometem crime ambiental
Chega! Um para o crack, dois para a cachaça
Chega! Pânico, morte, dor e desgraça
Chega! Lei do mais forte, lei da mordaça
Desce até o chão na alienação da massa

Eu vou, levanta o copo e vamos beber!
Um brinde aos idiotas incluindo eu e você

Democracia, que democracia é essa?
O seu direito acaba onde começa o meu, mas onde o meu começa?
Os ratos fazem a ratoeira e a gente cai
Cada centavo dos bilhões é da carteira aqui que sai
E a gente paga juros paga entrada e prestação
Paga a conta pela falta de saúde e educação
Paga caro pela água, pelo gás, pela luz
Pela paz, pelo crime, por Alá, por Jesus
Paga importo paga taxa, aumento do transporte
Paga a crise na Europa e na América do norte
Os assassinos da Febem, o trabalho infantil na China
E as empresas e os partidos envolvidos em propinas

[Refrão]
Chega! Que mundo é esse, eu me pergunto
Chega! Quero sorrir, mudar de assunto
Falar de coisa boa mas na minha alma ecoa
Agora um grito eu acredito que você vai gritar junto
Chega! Vida de gado, resignado
Chega! vida de escravo de condenado
A corda no pescoço do patrão e do empregado
Quem trabalha honestamente tá sempre sendo roubado

Presidente, deputados, senadores, prefeitos
Governadores, secretários, vereadores, juízes
Procuradores, promotores, delegados, inspetores
Diretores, um recado pras senhoras e os senhores
Eu pago por tudo isso, imposto sobre o serviço
A taxa sobre o produto, eu pago no meu tributo
Pago pra andar na rua, pago pra entrar em casa
Pago pra não entrar no Spc e no Serasa
Pago estacionamento, taxa de licenciamento
Taxa de funcionamento liberação e alvará
Passagem, bagagem, pesagem, postagem
Imposto sobre importação e exportação, Iptu, Ipva
O Ir, o Fgts, o Inss, o Iof, o Ipi, o Pis, o Cofins e o Pasep
A construção do estádio, o operário e o cimento
Eu pago o caveirão, a gasolina e o armamento
A comida do presídio, o colchão incendiado
Eu pago o subsídio absurdo dos deputados
A esmola dos professores, a escola sucateada
O pão de cada merenda, eu pago o chão da estrada
A compra de cada poste eu pago a urna eletrônica
E cada arvore morta na nossa selva amazônica
Eu pago a conta do Sus e cada medicamento
A maca que leva os mortos na falta de atendimento
Paguei ontem, pago hoje e amanhã vou pagar
Me respeita! Eu sou o dono desse lugar!

Chega!

Fontes: Vagalume e Billboard

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Crenças, Cultos e Religiões (Só História)

Religião, deriva da palavra latina religio que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar") pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que a humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.
Desconhece-se ao certo que relação estabelece religio com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao nascimento do cristianismo, religio referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão.
A palavra "religião" foi usada durante séculos no contexto cultural da Europa, marcado pela presença do cristianismo que se apropriou do termo latino religio. Em outras civilizações não existe uma palavra equivalente. O hinduísmo antigo utilizava a palavra rita que apontava para a ordem cósmica do mundo, com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados e que também se referia à correta execução dos ritos pelos brâmanes. Mais tarde, o termo foi substituído por dharma, termo que atualmente é também usado pelo budismo e que exprime a ideia de uma lei divina e eterna.
Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.
Palavras e Conceitos Relevantes
Existem termos que são ditos/escritos freqüentemente no discurso religioso grego, romano, judeu e cristão. Entre eles estão: sacro e seus derivados (sacrar, sagrar, sacralizar, sacramentar, execrar), profano (profanar) e deus(es). O conceito desses termos varia bastante conforme a época e a religião de quem os emprega. Contudo, é possível ressaltar um mínimo comum à grande parte dos conceitos atribuídos aos termos.
Os religiosos gregos, romanos, judeus e cristãos crêem na existência de vários (gregos e romanos) ou de um único deus (judeus e cristãos), um ser impassível de ser sentido pelos sensores humanos e que é capaz de provocar acontecimentos improváveis/impossíveis que podem favorecer ou prejudicar os homens. Para os religiosos, as coisas e as ações se dividem entre sacras e profanas. Sacro é aquilo que mantém uma ligação/relação com o(s) deus(es). Profano é aquilo que não mantém nenhuma ligação com o(s) deus(es). Para alguns religiosos, "profano" é um termo pejorativo, para outros não. Já o verbo "profanar" (tornar algo profano) é sempre tido como uma ação má pelos religiosos.

Conceito de Religião
Dentro do que se define como religião pode-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de fato muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É fato que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades ou deuses. As religiões costumam também possuir relatos sobre a origem do Universo, da Terra e do Homem, e o que acontece após a morte. A maior parte crê na vida após a morte.
A religião não é apenas um fenômeno individual, mas também um fenômeno social. A igreja, o povo escolhido (o povo judeu), o partido comunista, são exemplos de doutrinas que exigem não só uma fé individual, mas também adesão a um certo grupo social. Atentem, por exemplo, às perseguições do Partido Comunista Chinês à seita Falun Gong. O Partido Comunista Chinês entende que a religião não seja necessária a sociedade chinesa.
A ideia de religião com muita freqüência contempla a existência de seres superiores que teriam influência ou poder de determinação no destino humano. Esses seres são principalmente deuses, que ficam no topo de um sistema que pode incluir várias categorias: anjos, demônios, elementais, semideuses, etc.
Outras definições mais amplas de religião dispensam a ideia de divindades e focalizam os papéis de desenvolvimento de valores morais, códigos de conduta e senso cooperativo em uma comunidade.
Ateísmo é a negação da existência de qualquer tipo de deus e da veracidade de qualquer religião teísta. Agnosticismo é a dúvida sobre a existência de deus e sobre a veracidade de qualquer religião teísta, por falta de provas favoráveis ou contrárias. Deísmo é a crença num deus que só pode ser conhecido através da razão, e não da fé e revelação.
Algumas religiões não consideram deidades, e podem ser consideradas como ateístas (apesar do ateísmo não ser uma religião, ele pode ser uma característica de uma religião). É o caso do budismo, do confucionismo e do taoísmo. Recentemente surgiram movimentos especificamente voltados para uma prática religiosa (ou similar) da parte de deístas, agnósticos e ateus - como exemplo podem ser citados o Humanismo Laico e o Unitário-Universalismo. Outros criarão sistemas filosóficos alternativos como August Comte fundador da Religião da Humanidade.
As religiões que afirmam a existência de deuses podem ser classificadas em dois tipos: monoteísta ou politeísta. As religiões monoteístas admitem somente a existência de um único deus, um ser supremo. As religiões politeístas admitem a existência de mais de um deus.
Atualmente, as religiões monoteístas são dominantes no mundo: judaísmo, cristianismo e Islão juntos agregam mais da metade dos seres humanos e quase a totalidade do mundo ocidental. A Fé Bahá'í é uma religião monoteísta.

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

"Os Cearenses - História do Ceará Comentada" - Fundação Demócrito Rocha - FDR

História do Ceará: Início da Ocupação

Primeiro vídeo da Série História do Ceará, abordando:
1 - Ocupação do Brasil: Panorama Nacional da Colonização;
2 - Ceará quase esquecido: Panorama Estadual da Colonização;
3 - Tentativas de ocupação. 3.1. Por Pero Coelho; 3.2. Pelas Missões Jesuíticas; 3.3. Por Martim Soares Moreno.
4 - Resumo.
Resumo da exibição: História do Ceará.

Campos de Concentração do Ceará - Século XX

Agência Brasil - No Caminho dos Campos de Concentração do Ceará:

Em 1932, seis campos de concentração, em todo o Ceará, reuniram pelo menos 73.918 flagelados, segundo registros da época. Famintos, eles buscavam refúgio para sobreviver à seca. A equipe de reportagem da Agência Brasil percorreu o interior do estado 86 anos depois para verificar como vive hoje a população nas proximidades dos antigos campos.


Fonte: Agência Brasil

TV Folha - No Ceará do passado, pobre era confinado em campo de concentração:

Com as estiagens do início do século 20, famintos dirigiam-se à capital do Ceará, assombrando as elites que idealizavam uma Fortaleza "belle époque", moderna e limpa. O governo criou currais para confinar milhares de retirantes; hoje, alguns tentam evitar que a memória desses lugares se apague.


Fonte: TV Folha

Valdecy Alves - Documentário - Campos de Concentração Patu - Cariús e Buriti:
Documentário que mostra os 03 grandes Campos de Concentração da Seca de 32 no Ceará. O Campo de Concentração do Patu, onde houve a maior mortandade, em Senador Pompeu, o Campo de Concentração de Cariús e o Campo de Concentração do Buriti, no Crato, este o maior de todos. Imagens inéditas, depoimentos de sobreviventes e a clara demonstração desse genocídio. Ainda a Caminhada da Seca, que reúne anualmente mais de 6.000 pessoas que se deslocam até o cemitério do Patu, no meio da Caatinga, em memória das vítimas santificadas pela religiosidade popular. E assim, mudando-se a narrativa da história das secas, da relação da sociedade e do Poder Públicos com a grande maioria dos excluídos desde os tempos coloniais.






TV Diário - Campo de concentração onde 'flagelados da seca' eram aprisionados é tombado no Ceará:

O campo de concentração Patu, que fica em Senador Pompeu, erguidos no Ceará em 1915 e 1932, eram espaços de aprisionamento para evitar que retirantes saídos do interior chegassem a Fortaleza. Matéria exibida em 22 de julho de 2019 no programa Diário Regional. Para assistir nossa programação online, acesse: http://www.tvdiario.tv.br/aovivo



Fonte: TV Diário

Uma História a mais - CAMPOS de CONCENTRAÇÃO no Brasil?
No Brasil já foram construídos sete campos de concentração para aprisionar mendigos e doentes. As secas de 1915 e de 1932 no Ceará levaram milhares de pessoas a buscar ajuda na capital, mas elas foram conduzidas para os chamados "currais do governo", longe das cidades, onde grande parte acabaria morrendo de fome e cólera.