quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Descomplica - "Nordeste Brasileiro: 3 ícones da literatura que ajudam a entender a região"

O Nordeste Brasileiro na literatura

O Nordeste Brasileiro é extremamente vasto culturalmente. Como a banca do ENEM é muito interessada por temas interdisciplinares, é muito importante relacionar essas duas grandes áreas: Geografia e Literatura! Essa região convive com problemas de seca, além de historicamente ter sofrido perdas no âmbito político, demográfico, social e econômico. Ademais, convive com graves questões sobre a concentração fundiária e hídricas. Podemos ver um pouco de cada aspecto do Nordeste nestas obras:
1. Capitães de Areia – Salvador
nordeste
A história gira em torno de um grupo de menores abandonados que configuram, na capital baiana, um conjunto de pessoas marginalizadas que aterrorizam toda a cidade. Eles são chamados de Capitães de Areia. Podemos relacionar o tema com a mudança do eixo econômico e político do Nordeste para o Sudeste. O primeiro centro de gestão territorial foi Salvador, que perdeu esse status para o Rio de Janeiro e, posteriormente, Brasília. A mineração e o café também polarizaram a economia brasileira, enfraquecendo a economia do açúcar no Nordeste. O homem migra buscando novas oportunidades de trabalho e causa problemas sociais no local de origem, como trabalho infantil e aumento da criminalidade, tal qual é retratada pela obra.

2. Vidas Secas – Questão Hídrica

nordeste
O livro retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos que viajam para fugir da seca. Isso é a reprodução da perda demográfica nordestina e da crise hídrica que, por conta de características físicas, assolam a região. Pela existência de uma barreira natural, boa parte da umidade litorânea se perde em chuvas orográficas antes de chegar ao sertão. O fenômeno da seca ocorre quando os meses chuvosos diminuem de intensidade e duração ou, mais raro, desaparecem.

3. Literatura de Cordel – A cultura nordestina

nordeste
A literatura de cordel é um gênero literário que relata, em forma de estrofes rimadas, o cotidiano nordestino. Qualquer tema pode ser abordado: religião, fatos históricos, lendas, política e etc. Problemas estruturais são frequentemente abordados, principalmente em relação ao sertão. A seca prejudica a economia e a vida local. No entanto, o mais grave problema do sertão é a concentração fundiária; esta limita as oportunidades de crescimento humano e social, pois impede o acesso de muitos à participação na política e na economia. As elites dominantes se mantêm no poder com o apoio político concedido através de recursos hídricos. São muitos os problemas do Nordeste e o cordel representa a resistência política em muitos casos. É importantíssimo um último exemplo:
Literatura de Cordel
É poesia popular,
É história contada em versos
Em estrofes a rimar,
Escrita em papel comum
Feita pra ler ou cantar.

A minha literatura
De cordel é reflexão
Sobre a questão social
E orienta o cidadão
A valorizar a cultura
E também a educação.
O cordel é uma expressão
Da autêntica poesia
Do povo da minha terra,
Que luta pra que um dia
Acabem a fome e miséria,
Haja paz e harmonia.
Texto de Francisco Ferreira Filho Diniz.
Assim, fica fácil estudar e estabelecer um contexto interdisciplinar. Agora é com vocês!
Fonte: Descomplica

domingo, 2 de agosto de 2015

26 Ilustrações para questionamentos e reflexões

"No mundo de hoje acontecem tantas coisas, o tempo todo, que é, certamente, complicado de acompanhar. Somos bombardeados a todo o momento por informações, de todos os lugares, onde quer que estejamos. A Era da Informação é uma benção, mas pode se tornar uma faca de dois gumes caso não saibamos administrar e filtrar da forma correta aquilo que chega até nossos ouvidos. É preciso manter a mente aguçada e ter pensamento crítico, do contrário nos tornamos mais e mais dormentes, pois é isso que acontece quando a mente não está pronta para ser bombardeada de ideias: nos transformamos em meros receptores. O artista polonês Pawel Kuczynski se especializou em criar ilustrações que, sem exibirem uma palavra sequer, trazem profundas reflexões sobre o cotidiano. Além de serem trabalhos excepcionais, proporcionam a retomada da criticidade aos nossos olhos e ouvidos cada vez mais passivos, pois é importante lembrar que o mundo não está só à frente, mas aos lados, acima e abaixo de nós."



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Filme: "Barão Vermelho" - "Heróis nascem. Impérios caem. Lendas resistem."

SINOPSE: "Baseada no livro do historiador Joachim Castan O Barão Vermelho. A história completa de Manfred von Richthofen, lançado no final do ano passado, a produção alemã falada em inglês sobre o corajoso barão prussiano da Primeira Guerra custou 18 milhões de euros – uma superprodução para o cinema alemão. Primeira Guerra Mundial. O jovem aristocrata Barão Manfred von Richthofen (Matthias Schweighöfer) é convocado pela força aérea alemã. Seus combates, seu avião vermelho e suas inúmeras conquistas ao lado do esquadrão 'Circo Voador' o tornaram um herói da nação. Manipulado pelo alto comando e distraído pela fama, ele não enxergava a verdadeira face da guerra. Quando Manfred é ferido e presencia os horrores das batalhas em um hospital, ele passa a perceber o efeito devastador de uma guerra. Apesar da desilusão, Manfred sabe que ele não pode parar de voar e, mesmo para o mais destemido dos homens, cada nova missão pode ser a última. Um filme com incríveis cenas de combate, que conta a história do maior piloto de todos os tempos."


ORIGINAL: The Red Baron (2008)
TAGS: ação, aristocrata, aventura, avião, biografia, fatos reais

Livro de Joachim Castan
Diretor e Roteirista: Nikolai Müllerschön


Trilha: Stefan Hansen, Dirk Reichardt

O Barão Vermelho


Um dos mais famosos ases da aviação, senão o mais, é o conhecido Barão Vermelho, o alemão Manfred von Richthofen, também conhecido como “O Pequeno Vermelho”.
Nascido em Schweidnitz, Breslau em 2 de maio de 1892, filho do comandante Albrecht von Richthofen, estava destinado desde o nascimento a carreira militar. 
Alistou-se no 1º Regimento de Ulanos, sendo mandado para o front russo já no início  da Primeira Grande Guerra, mas logo percebeu o avanço das técnicas e armas de guerra, transferindo-se para a Fliegertruppe, a força aérea alemã. As batalhas aéreas tinham muito mais glamour que as trincheiras repletas de lama, ratos, piolhos e cadáveres, e afinal, Manfred fazia parte da nobreza Prussiana, os famosos Junkers. Em janeiro de 1917, com 16 vitórias confirmadas, foi condecorado com a Cruz do Mérito, a medalha militar mais honrada da Alemanha Imperial, como o melhor às da aviação germana vivo. Resolveu então pintar parte da cauda de seu Albatros D.III de vermelho, vindo daí o seu apelido. Os motivos da pintura até hoje são uma polêmica ainda não encerrada: poderia ser para que as tropas alemãs o reconhecessem e não disparassem; pelo sangue de suas vítimas, ou em honra ao seu antigo regimento de cavalaria, cuja cor também era o vermelho. Interessante a reação de alguns pilotos britânicos: pintaram o nariz de suas aeronaves também de vermelho, indicando que sempre decolavam em busca do Barão vermelho.
Ainda em 1917 passou a pilotar o famoso Fokker DR.I Triplano. Apesar de ter pilotado  diversos modelos de aviões durante a guerra, este Fokker ficou associado ao seu nome, sendo o único avião pintado inteiramente de vermelho. Seus dias de batalhas terminaram em 21 de abril de 1918, enquanto perseguia o Sopwith Camel do tenente Wilfred May, sobre território aliado, ignorando uma de suas 
regras que era nunca, jamais perseguir um inimigo em seu território sem um segundo piloto para lhe dar cobertura. Uma bala o atingiu do lado direito do peito, tirando-lhe a vida, e o autor do disparo jamais será conhecido. Pode ter sido May, de seu avião, ou da artilharia antiaérea australiana em terra, ou uma bala perdida. Foi autopsiado e sepultado com honras militares pelos seus inimigos, o que mostra o respeito pelo maior às da aviação da Primeira Grande Guerra, abatido depois de 80 vitórias em combates aéreos.
Pronto para a guerra: Manfred Von Richthofen se juntou ao serviço 
aéreo imperial em 1915 - até ao final de 1916
 ele havia derrubado mais de 20 aviões.
Leia mais: Mail online


















FICHA TÉCNICA - FOKKER DR.I











País de Origem: Alemanha
Tipo: avião de reconhecimento armado monoposto
Propulsão: 1 motor a pistão rotativo de 9 cilindros Oberusel Ur. II de 110HP (82KW)
Desempenho: velocidade máxima 185km/h (115mph); teto de serviço 6.100m (20.015ft); 
autonomia de 1h e 30min.
Pesos: vazio 406kg (894lb); máximo de decolagem 586kg (1.291lb)
Dimensões: envergadura 7,19m (23ft 7in); comprimento 5,77(18ft 11in); 
altura 2,95m (9ft 8in); área alar 18,66m2 (201ft2)
  Armamento: 2 metralhadoras fixas de tiro frontal LMG 08/15 de 7,92mm


Vale uma conferida no filme.


The Red Baron (2008)
País: Alemanha
Elenco: Matthias Schweighöfer, Til Schweiger, Lena Headey, Joseph Fiennes, 

Volker Bruch, Maxim Mehmet, Tino Mewes, Ralph Misske.
Direção: Nikolai Müllerschön
Gênero: Ação / Aventura / Drama
Duração: 124 min

Fontes: Imagem Filmes e Blog do 1000tão



Documentário da History Channel: O Barão Vermelho

domingo, 12 de julho de 2015

Documentário: "O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto"

"Resgate da memória e da história da comunidade religiosa do Caldeirão, liderada pelo beato José Lourenço, que se organizava em moldes comunitários primitivos. Depois de alcançar grande progresso, a comunidade foi destruída pela polícia cearense e pelo bombardeio de aviões, em 1936, deixando mais de 2 mil camponeses mortos. A partir dos depoimentos dos remanescentes e dos símbolos da cultura popular, o filme faz uma reflexão sobre o poder, a liberdade e a luta pela terra."

Gênero: Documentário
Diretor: Rosemberg Cariry
Duração: 96 minutos
Ano de Lançamento: 1985
País de Origem: Brasil
Idioma do Áudio: Português
IMDB: Não cadastrado.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Documentário: "Chomsky & Cia" TV Escola

"Noam Chomsky possivelmente se tornou um dos pensadores mais influentes desde a segunda metade do século XX. O documentário foca nos seus ideais políticos do filósofo e constrói um percurso complexo que revitaliza o uso de imagens de arquivo com montagens eloquentes e um pouco de humor, bem como entrevistas com intelectuais expositivas, longe de qualquer vício acadêmico. Mostra os ideais políticos, muitas vezes controversos, do linguista Noam Chomsky, destacando sua maneira de compreender os truques e paradoxos no funcionamento das democracias neoliberais."

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Documentário: "Nelson Mandela - O Homem por trás da lenda" NatGeoTV

"Documentário sobre Nelson Mandela, "O Homem Por Trás da Lenda", da NatGeoTV.
Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918) é um advogado, ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.
Até 2009 havia dedicado 67 anos de sua vida a serviço da humanidade - como advogado dos direitos humanos e prisioneiro de consciência, até tornar-se o primeiro presidente da África do Sul livre, razão pela qual em sua homenagem a ONU instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.
Nascido numa família de nobreza tribal, numa pequena aldeia do interior onde possivelmente viria a ocupar cargo de chefia, abandonou este destino aos 23 anos ao seguir para a capital Joanesburgo e iniciar atuação política. Passando do interior rural para uma vida rebelde na faculdade, transformou-se em jovem advogado na capital e líder da resistência não violenta da juventude em luta, acabando como réu em um infame julgamento por traição, foragido da polícia e o prisioneiro mais famoso do mundo, após o qual veio a se tornar o político mais galardoado em vida, responsável pela refundação de seu país - em moldes de aceitar uma sociedade multiétnica.
Criticado muitas vezes por ser um pouco egocêntrico e por seu governo ter sido amigo de ditadores que foram simpáticos ao Congresso Nacional Africano, a figura do ser humano que enfrentou dramas pessoais e permaneceu fiel ao dever de conduzir seu país, suprimiu todos os aspectos negativos.
Foi o mais poderoso símbolo da luta contra o regime segregacionista do Apartheid, sistema racista oficializado em 1948, e modelo mundial de resistência.No dizer de Ali Abdessalam Treki, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, "um dos maiores líderes morais e políticos de nosso tempo".
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_M...

Não deixe de assistir a um trecho de Invictus, filme que aborda o estilo de liderança e os valores humanitários de Nelson Mandela: http://www.youtube.com/watch?v=dHyycx...

Noticiário sobre a doença, as hospitalizações e a morte de Mandela:
05/12/2013 - A morte de Nelson Mandela : http://noticias.uol.com.br/internacio...
http://www.cbnfoz.com.br/editorial/mu...
http://www.tribunadabahia.com.br/2013...
http://exame.abril.com.br/brasil/poli...
http://www.businessinsider.com/nelson...
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/...
https://www.google.com.br/#q=a+morte+...

24/06/2013 - http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/...
26/12/2012 - http://www.portugues.rfi.fr/geral/201...


Veja também:
http://www.academiaubuntu.org/
http://www.nelsonmandela.org/
http://www.nobelprize.org/nobel_prize...
http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontli...
http://www.anc.org.za/list_by.php?by=...
http://www.colindarch.info/mandela_no...
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/...

Baixe os 8 volumes da coleção História Geral da África em http://www.palmares.gov.br/2011/04/ba...
Tenha acesso a livros sobre Nelson Mandela, Desmond Tutu, Martin Luther King e outros líderes afro-descendentes em:
http://www.academiaubuntu.org/index.p...

INVICTUS
(Poema de William Ernest Henley - Inglaterra, 1849 / 1903 -, adotado por Mandela para se insuflar de ânimo nos anos de provação na prisão em Robben Island, na África do Sul).

Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Agradeço aos deuses que existem
por minha alma indomável

Sob as garras cruéis das circunstâncias
eu não tremo e nem me desespero
Sob os duros golpes do acaso
Minha cabeça sangra, mas continua erguida

Mais além deste lugar de lágrimas e ira,
Jazem os horrores da sombra.
Mas a ameaça dos anos,
Me encontra e me encontrará, sem medo.

Não importa quão estreito o portão
Quão repleta de castigo a sentença,
Eu sou o senhor de meu destino
Eu sou o capitão de minha alma."

sábado, 6 de junho de 2015

Documentário sobre o Poder de Manipulação da Rede Globo - BBC 1993: "Muito além do Cidadão Kane"


"REDE GLOBO - é um canal de televisão e uma empresa privada, e assim sendo tem um dono, que regula e determina tudo que nele é veiculado, toda noticia, imagem, filme e novela passada possui uma intenção, desde fomentar o consumo, manipular a opinião pública ou simplesmente bestializar a população, nos prendendo em uma programação sem conteúdo, nos fazendo esquecer das mazelas de nosso pais, as imensas desigualdades sociais, a pobre e a miséria. 

Beyond Citizen Kane (Muito Além do Cidadão Kane, no Brasil) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog exibido em 1993 pelo Channel 4, emissora pública do Reino Unido. O documentário mostra as relações entre a mídia e o poder do Brasil, focando na análise da figura de Roberto Marinho. Embora o documentário tenha sido censurado pela justiça - em processo movido pela própria Globo, para impedir a exibição do documentário no Brasil - a Rede Record comprou os direitos de transmissão exclusiva, por 20 mil dólares do produtor John Ellis.

Enquanto o batalhão de advogados da Rede Globo travam uma verdadeira batalha contra a exibição do documentário, pode-se assisti-lo na integra pelo Youtube. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, seu poder e suas relações políticas, que os autores do documentário veem como manipuladoras e formadora de opinião.Extraído do Youtube



Disciplina: Sociologia
Reflexões sociológicas
"Esse documentário denuncia o monopólio da informação e do uso político deste, exercido no Brasil pela mídia em geral e pela Rede Globo em particular.

O monopólio da informação é um mecanismo complexo e não se limita à esfera da produção e se exerce principalmente sobre a circulação e sobre a massificação das obras, que repercurte diretamente no processo de ideologização.

O filme foi produzido de forma independente com apoio da BBC, TV pública britânica, e se baseia nos trabalhos de Romero Machado “A fundação Roberto Marinho” e Daniel Herz “A história secreta da Rede Globo”, que documentam os processos de formação e funcionamento da referida empresa.

Sugestões temáticas

- Imprensa
- Monopólio da informação
- Poder
- Manipulação
- Ideologia
- Indústria cultural
- Hegemonia

Mais informações O título busca associar Roberto Marinho, considerado o marechal civil do golpe de 1964, ao personagem de Orson Welles, protagonista do filme “Cidadão Kane”. 


A TV é encantadora, pois estabelece uma relação de suposta intimidade com o telespectador, como se lesse seus pensamentos e atendesse aos seus desejos. Assim, povoa a imaginação de milhões de pessoas, reproduzindo valores simbólicos numa escala industrial, sem estímulo a qualquer tipo de reflexão.

A programação televisiva tem como objetivo principal “esvaziar” o senso crítico de quem assiste, deixando “mentes livres” para que a publicidade estimule o fetiche da mercadoria, próprio do capitalismo. Tal qual o espelho da bruxa de “Branca de Neve”, a televisão busca parecer onisciente, onipotente e onipresente sobre a vida cotidiana do telespectador, explorando as vaidades, curiosidades e emoções.

Na televisão os sonhos podem realizar-se desde que tenhamos submissão aos seus desígnios e princípios, isto é, que sejamos “de fato” merecedores de suas graças. Através da TV, ser “artista de novela” ou jogador de futebol se converte numa utopia para a classe trabalhadora.

O documentário propõe essa reflexão e aponta como a criação da Rede Globo foi mais do que uma simples concessão pública, pois fazia parte do projeto de “modernização e integração nacional” da ditadura militar, contando, é claro, com o apoio de capital norte-americano, especificamente do conglomerado “Time Life”, atual “Time Warner”.

De certa forma, se outras oligarquias (Mesquita, Frias, Civita) apoiavam a ditadura, a Rede Globo era a ditadura, ou pelo menos, seu departamento de propaganda. O regime militar nunca precisou censurar a Rede Globo.

O controle da informação constante no AI-5 pretendia simplesmente impor à toda imprensa a mesma linha político-ideológica da empresa dos Marinho. Não por acaso, ainda hoje nos editoriais “jornalísticos” podemos ouvir os ecos da doutrina da “segurança nacional”, na qual as mobilizações dos trabalhadores são deslegitimadas e tratadas como ameaças ao bem-estar social e ao progresso.
Na obra destacam-se alguns momentos simbólicos da interferência da Rede Globo na vida política brasileira: a distorção na cobertura do movimento “Diretas Já”; a tentativa de falsificação do resultado das eleições fluminenses, conhecida como caso “Proconsult”; e a edição do debate final entre Lula e Collor em 1989.
Essas manobras, típicas de golpes de Estado, são razões para a não renovação de qualquer concessão pública, mas, no Brasil, esta rede é considerada “sagrada” e continua recebendo volumosas verbas de publicidade estatal e generosos financiamentos do BNDES. (Adaptado de http://www.ceep.org.br/index.php)."
Extraído do site da SEED/PR

Sugestões de Discussões com o apoio de Filmes/Vídeos
Filosofia e Cinema
Geografia e Cinema
História e Cinema
Sociologia e Cinema

E as Demais Disciplinas

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Documentário: "O Príncipe, de Maquiavel" Discovery Channel

"O documentário: O Príncipe, de Maquiavel, da série Grandes Livros, da Discovery Channel, aborda uma das maiores obras literárias da História, escrita pelo filósofo e historiador italiano Nicolau Maquiavel. Trata-se de um dos tratados políticos mais importantes já escritos, e que tem papel crucial na construção do conceito de Estado como modernamente conhecemos."



Alguns aspectos abordados

  • O Príncipe é um livro escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente em 1532. O que ele escreveu pode ser considerado um dos livros mais debatidos profundamente perturbadores e importantes da civilização ocidental.
  • Para alguns, era um verdadeiro guia para os tiranos e totalitários. Para outros, alternadamente, ele abriu o caminho para a tolerância étnica e religiosa, direitos individuais, o avanço e a restauração das repúblicas e, das democracias modernas.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Documentário: "História do Brasil - O Brasil no olhar dos viajantes"

"Documentário sobre os relatos estrangeiros das primeiras viagens feitas ao país, entre os séculos XVI e XIX, e a influência que tiveram na construção da imagem do Brasil no exterior e entre os próprios brasileiros. O filme resgata testemunhos de homens que viram um país ainda desconhecido, primitivo e exótico tecer as bases de sua sociedade e de sua história".


Documentário de João Carlos Fontoura (Episódio 1): http://youtu.be/osKRsKmZa6w
Documentário de João Carlos Fontoura (Episódio 2): http://youtu.be/7kcDaH9qXU0
Documentário de João Carlos Fontoura (Episódio 3): https://www.youtube.com/watch?v=8t_WV...



terça-feira, 28 de abril de 2015

Documentário TV Escola: "Palestina"

Documentário exibido na TV Escola em quatro partes sobre a criação do Estado de Israel e a luta pela formação do Estado da Palestina.

Parte I

Parte II

Parte III

Parte IV


Documentário sobre a história da criação do Estado de Israel e a luta pela criação de um Estado palestino, desde o fim do domínio do Império Otomano até as negociações mais recentes entre árabes e israelenses.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Filmes sobre "Tiradentes" - Museu Virtual da Inconfidência - Poemas de Cecília Meireles - Portal da Inconfidência

"A trajetória de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (Humberto Martins), líder da Inconfidência Mineira, um movimento surgido em Vila Rica (Ouro Preto) em 1789. Tiradentes sonhou junto com amigos e intelectuais ver o Brasil independente do domínio português, mas esbarrou na traição de Joaquim Silvério dos Reis (Rodolfo Bottino). Tiradentes é um filme brasileiro de 1998, do gênero drama biográfico-histórico, dirigido por Oswaldo Caldeira. O filme foi produzido por Oswaldo Caldeira Produções Cinematográficas e Paula Martinez Mello; O roteiro é de Oswaldo Caldeira; A música de Wagner Tiso; A direção da fotografia de Antônio Luiz Mendes; A direção de arte, cenografia e figurino de Anísio Medeiros, e a edição de Amauri Alves. O filme mostra uma visão bem diferente da convencional, acerca dos fatos políticos que envolveram a Inconfidência Mineira e a condenação dos conjurados. Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes, teria sido condenado à morte por ser o único dos revoltosos que não tinha grandes posses. Por outro lado, grande parte da elite de Ouro Preto estava envolvida no levante, inclusive o próprio visconde de Barbacena, mas a maioria não foi processada e nem sequer presa. Uma visão intrigante, porém com respaldo em muitas pesquisas recentes."

Filme 01 - "Tiradentes" de 1998


Filme 02 - "O Mártir da Independência, Tiradentes" de 1977

Visite Virtualmente o Museu da Inconfidência - 
Ouro Preto/MG

Observação: Ao entrar, siga as setas amarelas.


Poemas

Romance LX ou Do caminho da forca - Cecília Meireles


Os militares, o clero,
os meirinhos, os fidalgos
que o conheciam das ruas,
das igrejas e do teatro,
das lojas dos mercadores
e até da sala do Paço;
e as donas mais as donzelas
que nunca o tinham mirado,
os meninos e os ciganos,
as mulatas e os escravos,
os cirurgiões e algebristas,
leprosos e encarangados,
e aqueles que foram doentes
e que ele havia curado
- agora estão vendo ao longe,

de longe escutando o passo
do Alferes que vai à forca,
levando ao peito o baraço,
levando no pensamento
caras, palavras e fatos:
as promessas, as mentiras,
línguas vis, amigos falsos,
coronéis, contrabandistas,
ermitões e potentados,
estalagens, vozes, sombras,
adeuses, rios, cavalos...

Ao longo dos campos verdes,
tropeiros tocando o gado..
O vento e as nuvens correndo
por cima dos montes claros.
Onde estão os poderosos?
Eram todos eles fracos?
Onde estão os protetores?
Seriam todos ingratos?
Mesquinhas almas, mesquinhas,
dos chamados leais vassalos!

Tudo leva nos seus olhos,
nos seus olhos espantados,
o Alferes que vai passando
para o imenso cadafalso,
onde morrerá, sozinho
por todos os condenados.

Ah, solidão do destino!
Ah, solidão do Calvário...
Tocam sinos: Santo Antônio?
Nossa Senhora do Parto?
Nossa Senhora da Ajuda?
Nossa Senhora do Carmo?
Frades e monjas rezando.
Todos os santos calados.

(Caminha a Bandeira
da Misericórdia.
Caminha, piedosa.
Caísse o réu vivo;
rebentasse a corda,
que o protegeria
a santa Bandeira
da Misericórdia!)

Dona Maria Primeira,
aqueles que foram salvos
não vos livram do remorso
deste que não foi perdoado..
(Pobre Rainha colhida
pelas intrigas do Paço,
pobre Rainha demente,
com os olhos em sobressalto,
a gemer: “Inferno... Inferno...“
com seus lábios sem pecado.)

Tudo leva na memória
o Alferes, que sabe o amargo
fim do seu precário corpo
diante do povo assombrado.

(Aguas, montanhas, florestas,
negros nas minas exaustos...
- Bem podíeis ser, caminhos,
de diamante ladrilhados...)

Tudo leva na memória:
em campos longos e vagos,
tristes mulheres que ocultam
seus filhos desamparados.
Longe, longe, longe, longe,
no mais profundo passado...
- pois agora é quase um morto,
que caminha sem cansaço,
que por seu pé sobe à forca,
diante daquele aparato...

Pois agora é quase um morto,
partindo em quatro pedaços,
e - para que Deus o aviste -
levantado em postes altos.

(Caminha a Bandeira
da Misericórdia.
Caminha, piedosa,
nos ares erguida,
mais alta que a tropa.
Da forca se avista
a Santa Bandeira
da Misericórdia.)



Romance XXI ou das ideias




A vastidão desses campos.
A alta muralha das serras.
As lavras inchadas de ouro.
Os diamantes entre as pedras.
Negros, índios e mulatos.
Almocrafes e gamelas.
Os rios todos virados.
Toda revirada, a terra.
Capitães, governadores,
padres intendentes, poetas.
Carros, liteiras douradas,
cavalos de crina aberta.
A água a transbordar das fontes.
Altares cheios de velas.
Cavalhadas. Luminárias.
Sinos, procissões, promessas.
Anjos e santos nascendo 
em mãos de gangrena e lepra.
Finas músicas broslando 
as alfaias das capelas.
Todos os sonhos barrocos
deslizando pelas pedras.
Pátios de seixos. Escadas.
Boticas. Pontes. Conversas.
Gente que chega e que passa.
E as idéias.

Amplas casas. Longos muros.
Vida de sombras inquietas.
Pelos cantos da alcovas,
histerias de donzelas.

Lamparinas, oratórios,
bálsamos, pílulas, rezas.
Orgulhosos sobrenomes.
Intrincada parentela.
No batuque das mulatas,
a prosápia degenera:
pelas portas dos fidalgos, 
na lã das noites secretas,
meninos recém-nascidos
como mendigos esperam.
Bastardias. Desavenças.
Emboscadas pela treva.
Sesmarias, salteadores.
Emaranhadas invejas.
O clero. A nobreza. O povo.
E as idéias.


E as mobílias de cabiúna.
E as cortinas amarelas.
Dom José. Dona Maria.
Fogos. Mascaradas. Festas.

Nascimentos. Batizados.
Palavras que se interpretam
nos discursos, nas saúdes . . .
Visitas. Sermões de exéquias.
Os estudantes que partem.
Os doutores que regressam.
(Em redor das grandes luzes,
há sempre sombras perversas.
Sinistros corvos espreitam
pelas douradas janelas.)
E há mocidade! E há prestígio.
E as idéias.


As esposas preguiçosas 
na rede embalando as sestas.
Negras de peitos robustos
que os claros meninos cevam.

Arapongas, papagaios, 
passarinhos da floresta.
Essa lassidão do tempo
entre imbaúbas, quaresmas,
cana, milho, bananeiras
e a brisa que o riacho encrespa.
Os rumores familiares
que a lenta vida atravessam:
elefantíase; partos;
sarna; torceduras; quedas;
sezões; picadas de cobras;
sarampos e erisipelas . . .
Candombeiros. Feiticeiros.
Ungüentos. Emplastos. Ervas.
Senzalas. Tronco. Chibata.
Congos. Angolas. Benguelas.
Ó imenso tumulto humano!
E as idéias.


Banquetes. Gamão. Notícias.
Livros. Gazetas. Querelas.
Alvarás. Decretos. Cartas. 
A Europa a ferver em guerras.

Portugal todo de luto:
triste Rainha o governa!
Ouro! Ouro! Pedem mais ouro!
E sugestões indiscretas:
Tão longe o trono se encontra!
Quem no Brasil o tivera!
Ah, se Dom José II
põe a coroa na testa!
Uns poucos de americanos,
por umas praias desertas,
já libertaram seu povo
da prepotente Inglaterra!
Washington. Jefferson. Franklin.
(Palpita a noite, repleta
de fantasmas, de presságios . . .)
E as idéias.


Doces invenções da Arcádia!
Delicada primavera:
pastoras, sonetos, liras,
— entre as ameaças austeras
de mais impostos e taxas
que uns protelam e outros negam.
Casamentos impossíveis.
Calúnias. Sátiras. Essa
paixão da mediocridade
que na sombra se exaspera.
E os versos de asas douradas,
que amor trazem e amor levam . . .
Anarda. Nise. Marília . . .
As verdades e as quimeras.
Outras leis, outras pessoas.
Novo mundo que começa.
Nova raça. Outro destino.
Planos de melhores eras.
E os inimigos atentos,
que, de olhos sinistros, velam.
E os aleives. E as denúncias.
E as idéias.


Romance XXIV ou da Bandeira da Inconfidência

Através de grossas portas,
sentem-se luzes acesas,
— e há indagações minuciosas
dentro das casas fronteiras:
olhos colados aos vidros,
mulheres e homens à espreita,
caras disformes de insônia,
vigiando as ações alheias.
Pelas gretas das janelas,
pelas frestas das esteiras, 
agudas setas atiram
a inveja e a maledicência.
Palavras conjeturadas 
oscilam no ar de surpresas, 
como peludas aranhas
na gosma das teias densas,
rápidas e envenenadas, 
engenhosas, sorrateiras.


Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
brilham fardas e casacas,
junto com batinas pretas.
E há finas mãos pensativas,
entre galões, sedas, rendas,
e há grossas mãos vigorosas,
de unhas fortes, duras veias,
e há mãos de púlpito e altares,
de Evangelhos, cruzes, bênçãos.
Uns são reinóis, uns, mazombos;
e pensam de mil maneiras;
mas citam Vergílio e Horácio,
e refletem, e argumentam,
falam de minas e impostos,
de lavras e de fazendas,
de ministros e rainhas
e das colônias inglesas.


Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
uns sugerem, uns recusam,
uns ouvem, uns aconselham.
Se a derrama for lançada,
há levante, com certeza.
Corre-se por essas ruas?
Corta-se alguma cabeça?
Do cimo de alguma escada,
profere-se alguma arenga?
Que bandeira se desdobra?
Com que figura ou legenda?
Coisas da Maçonaria,
do Paganismo ou da Igreja?
A Santíssima Trindade?
Um gênio a quebrar algemas?


Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
entre sigilo e espionagem,
acontece a Inconfidência.
E diz o Vigário ao Poeta:
"Escreva-me aquela letra
do versinho de Vergílio..." 
E dá-lhe o papel e a pena.
E diz o Poeta ao Vigário, 
com dramática prudência:
"Tenha meus dedos cortados
antes que tal verso escrevam..."
LIBERDADE, AINDA QUE TARDE,
ouve-se em redor da mesa.
E a bandeira já está viva,
e sobe, na noite imensa.
E os seus tristes inventores
já são réus — pois se atreveram
a falar em Liberdade
(que ninguém sabe o que seja).


Através de grossas portas, 
sentem-se luzes acesas,
— e há indagações minuciosas
dentro das casas fronteiras.
"Que estão fazendo, tão tarde?
Que escrevem, conversam, pensam? 
Mostram livros proibidos?
Lêem notícias nas Gazetas?
Terão recebido cartas
de potências estrangeiras?"
(Antiguidades de Nimes 
em Vila Rica suspensas!
Cavalo de La Fayette
saltando vastas fronteiras!
Ó vitórias, festas, flores
das lutas da Independência!
Liberdade - essa palavra,
que o sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda!)
E a vizinhança não dorme:
murmura, imagina, inventa.
Não fica bandeira escrita,
mas fica escrita a sentença.

XXX

Portal da Inconfidência: site lançado pelo governo mineiro coloca na internet todos os detalhes do julgamento de Tiradentes. Além dos “Autos da Devassa”, o site disponibiliza teses, dissertações, livros, iconografia, tudo sobre o tema. Confira:

Portal da Inconfidência



O outro lado de Tiradentes: História Hoje