sábado, 31 de julho de 2021

Gabriel O Pensador - Patriota Comunista

 

Ouça “Patriota Comunista” nas plataformas digitais: https://onerpm.link/PatriotaComunista CLIPE (ficha técnica): Produção: Seven Content Roteiro: Gabriel Campos Direção: Gabriel Campos Victor Barão Direção de fotografia: João Vieira Mota Júnior - Papito Câmeras: Vitor Terra Teles Souza Luiz Fernando Oliveira João Vieira Mota Júnior - Papito Edição e finalização: Luiz Fernando Oliveira Victor Barão Produção Executiva: Fábio Masson caracterização, cabelo e maquiagem: Hathus Oficia Priscila Freitas Castro Foto Still & Making Off Priscila de Castro Rodrigues Adriele Vieira Produção: Luna Baroni Giovana Bernardes Andressa Barbosa Kamilla Graton Stela Masson Dançarinos: Cristian Fábio Vladimir Elenco: Hamilton Neves Gilberto Josemim Ros Mari Cima Henrique Castro Júlio César Silva Giovana Bernardes Luiza Fiorito Gael Neves Masson Agradecimentos: Daniel Labanca Cemitério e Crematório Parque dos Buritis Dilson Ribeiro de Carvalho Dra. Sirlene Duarte PJ Massaro Música: Produção Musical: Dree Beatmaker e Thiago Mocotó Letra: Gabriel o Pensador Autoria: Gabriel o Pensador e Dree Beatmaker música incidental Fita Amarela de Noel Rosa - vocais Udi Fagundes Mixagem e masterização: 2F-Uflow Produção Fonográfica: Hip Hop Brasil #gabrielopensador #Patriotacomunista #ClipeNovo

LETRA Tá ficando tarde Acho que era nisso que eu pensava enquanto tentava dormir  pra ver se pelo menos dormindo eu ainda sonhava e o sono não queria vir pra ver se pelo menos dormindo eu ainda conseguia respirar Tô ficando sem ar Acho que era nisso que eu pensava enquanto o meu sonho tentava chegar tentando desligar minha cabeça mas em alguma tela esse filme passava Era um filme de sangue ou seriam as notícias? Era um filme de gangue ou seria uma milícia? Era um filme de época uma velha novela  o terror na favela e o hospital saturado a criança espancada Era um trans torturado eu fiquei transtornado Eram cenas horríveis transcendendo níveis jamais tolerados já mais tolerados agora por seres humanos já mais insensíveis já mais insensíveis do que os alemães que tratavam os judeus como gado marcados com brasa e no Brasa 80 anos depois o enredo é igual Medo e maniqueísmo e o ódio é normal Preconceito é aceito e a morte é banal Ou você é excomungado ou você é como os bois Isso aqui sempre foi um curral Uma bíblia, uma bunda, uma bola, uma pinga e uma sobra de feijão com arroz O que mais poderíamos querer? Uma arma pra cada uma bela piada zombando da cara de quem vai morrer? Será que a minha amiga de Belo Horizonte pulou da janela do quinto sentindo essa angústia que eu sinto? Por já não ver nada de belo ao buscar um horizonte e enxergar vários monstros brindando com cálices de vinho tinto e a carne mais cara no prato  A carne barata é a dos pretos, compartilham prantos e prints das fotos dos corpos mas nos comentários o texto vem pronto: "se morreu no morro e é preto e fodido deve ser bandido então tudo bem" Se a Katlen não fosse mulher e gestante iam dizer que ela era traficante também Se a família chora, o poder ignora e o diabo até ri Agora o meu sono tá vindo e eu também tô sorrindo brincando com o menino Henry Acabou chorare No sonho eu componho com Moraes Moreira mas nem lá de cima ele esquece a vergonha Lá vem o Brasil descendo a ladeira E os novos baianos que chegam no céu foram executados por terem tentado furtar um pedaço de carne num supermercado Então os seguranças pegaram em flagrante Primeiro pediram dinheiro mas logo mandaram chamar os traficantes do bairro e mandaram entregar os ladrões de galinha pro coveiro Chegaram no céu E aí Gabriel, você por aqui? Fiquei preocupado, será que eu morri? Mas é só um sonho vou ver se aproveito pra dar um abraço em meu pai Difícil encontrar chega gente demais numa fila que nunca termina Vi uns anjos ali reclamando porque tinha país recusando vacina Disfarcei minha nacionalidade Eu acho que eu sou patriota mas no céu quem puser suas bandeiras acima de tudo Deus dá cascudo e chama de idiota Eu acho que eu sou humanista mas a humanidade tá punk Eu peço um papel e uma caneta começo uma letra e encontro o Aldir Blanc Me encanto com um conto do Rubem Fonseca e canto uma do Roupa Nova enquanto num canto Jesus me observa com cara de quem desaprova Eu acho que eu sou comunista pois sempre chutei de canhota Encontrei o Maradona gritando Argentina! Eu acho que ele é patriota Sou patriota, sou comunista? ou só mais um morto vivendo no inferno  só mais um sonho morrendo no céu  mais uma nota no bolso do terno Sou comunista, sou patriota? Sou um cacique atacado na oca  Sou uma criança pedindo comida  Sou uma foca aplaudindo uma orca Sou um cientista pedindo uma esmola Sou um quilombola virando piada Sou uma estudante estuprada na escola Sou uma preguiça assistindo à queimada Sou só mais um dos milhões de indivíduos  tão divididos na morte e na vida Somos devotos dos santos bandidos briga de votos parece torcida Gritos de mito e de genocida Almoço grátis com merda no prato Toda verdade será distorcida Todo poder pro Capitão do mato  Quando eu morrer Não quero choro nem vela Quero uma fita amarela Gravada com o nome dela Tá ficando estranho esse sonho mais um amigo chegando risonho Eduardo Galvão seu olhar ainda brilha mandando um recado pra filha querida, a vida é pra ser bem vivida não é uma corrida pro pódio Amigo, ela sabe, eu também e por isso também sobreponho o amor ao ódio e sempre que posso ainda sonho e tento inspirar tolerância  Se eu pude aprender com os meus erros não quero enterrar a esperança em que em tempos de tantos enterros o homem ainda enxergue a aberração da arrogância e agarre esse chance de achar uma mudança de rumo atitude e conduta mas fica difícil encontrarmos caminhos mais justos se todos nós somos tão filhos da puta fazendo de tudo pra levar vantagem em tudo achando normal o absurdo pagando de louco de cego e de surdo apenas quando nos convém Estamos doentes o vereador e a mãe do menino, o governador e o ministro assassino que mata inocente no morro ou dispensa a vacina, de onde eles vêm? Virou pesadelo esse sonho Olhando pra gente eu até me envergonho  e eu acho que sou um cidadão de bem por isso me exponho e me cobro também Se eu pude aprender pela voz dos poetas não posso aceitar a censura Se os meus professores abriram minha mente a cura tá na educação e na cultura Já tá uma tortura esse sonho e falando em cultura olha quem aparece trazendo ironia e coragem me arranca um sorriso e alivia o estresse No sonho ele vem com milhares de vítimas, 500 mil mortos ou mais Acordo assustado e o sorriso do Paulo Gustavo na dor se desfaz Só sinto o meu corpo gelado e do lado da cama uma frase dizendo "aqui jaz" Esfrego os meus olhos e vejo que sou um escravo amarrado num tronco e quando o chicote arrebenta minhas costas me sinto impotente mas olho pra trás A lágrima lava o meu rosto e eu já consciente levanto pra sonhar de novo e quebro as correntes quando reconheço o meu rosto na cara do meu capataz Quando eu morrer Não quero choro nem vela Quero uma fita amarela Gravada com o nome dela

terça-feira, 29 de junho de 2021

São João 2021 - EEEP Alfredo Nunes de Melo - Acopiara-CE (30/06/2021)

 







I Círculo de Diálogos Afro: O Cabelo como Identidade e Símbolo de Luta


I Círculo de Diálogos Afro: O Cabelo como Identidade e Símbolo de Luta.

Evento que unirá as escolas Liceu de Acopiara, EEEP Alfredo Nunes de Melo, EEM Maria Leal (São Paulinho) e Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do Instituto Federal - Campus Acopiara.

 

domingo, 16 de maio de 2021

"Mapa Mental: Conflitos no Oriente Médio" (Descomplica)


Se você pesquisar sobre o Oriente Médio neste momento, com certeza encontrará inúmeras matérias recentes falando sobre refugiados, conflitos entre israelenses e palestinos, etc. De fato, um barril de pólvora. Mas você sabe por que esses conflitos no Oriente Médio estão acontecendo? Não? Então você precisa ler esse resumo!

Fragmentação do Império Islâmico

Apesar das diferentes etnias que ocupam esta região, existem elementos que lhes dão uma identidade comum, como a língua árabe e a religião islâmica, professada por algumas sociedades.

O islamismo, uma das três maiores religiões monoteístas do mundo, possui grande expressividade no Oriente Médio. Por isso, para entender os conflitos na Palestina, é necessário entender como se deu a fragmentação do Império Islâmico, também chamado de Império Turco-Otomano, ocorrida no pós-Primeira Guerra Mundial, com o fim da chamada Era dos Impérios.

Início dos conflitos no Oriente Médio

Com o desmembramento do Império, nem todos OS países tiveram sua independência reconhecida, como foi o caso do Iraque e da nossa protagonista, Palestina, que ficaram sob a tutela da Inglaterra.

Essa dependência potencializará conflitos entre os povos do Oriente Médio a partir de um importante episódio: a criação do Estado de Israel.

Com certeza você já ouviu falar que algum lugar parece a Faixa de Gaza, né? Aqui, no Rio de Janeiro, por exemplo, essa expressão já virou usual para se referir a zonas de conflitos entre a polícia e narcotraficantes.

A Faixa de Gaza é uma região do Oriente Médio disputada por árabes e israelenses e marcada por intensos conflitos.

QUER SABER MAIS SOBRE OS CONFLITOS NO ORIENTE MÉDIO? CLIQUE AQUI E CONFIRA ESTE RESUMO COMPLETO!

Com precárias condições de vida, a região não possui infra-estrutura adequada e, consequentemente, tem a economia debilitada. Prova disso é que apenas 13% das terras situadas na Faixa de Gaza são aráveis. E, por mais que não ofereça condições, a Faixa de Gaza é um dos territórios mais densamente povoados da Terra. A população é marcada pela religião islâmica, como citamos acima e, mais de 99% dos habitantes são fiéis muçulmanos.

É importante ressaltar que o território é extremamente conflituoso, é disputado e ocupado militarmente por outros países também. O clima de tensão que habita o local é nítido, já que possui correntes de conflito.

Essa região não é reconhecida como parte que integra algum país soberano, ela está cercada por muralhas nas divisas com Israel e Egito. Contudo, a Autoridade Nacional Palestina reivindica a região como território que pertence somente aos palestinos.

Os conflitos no Oriente Médio teve início devido a inconsistência sobre quem é o verdadeiro dono da Faixa de Gaza. Além disso, fazem parte dessa “guerra” as características religiosas daqueles que habitam o local, os quais se chocam com os israelenses.

Em 2005, Israel ocupou militarmente a região. Atualmente, Israel ainda é o responsável pelo controle do espaço aéreo e do acesso marítimo à Faixa de Gaza.

E mais: 

Esta dúvida pode ser sua: Oriente Médio

Tema: Oriente Médio

1. O que é a Palestina?
Bom, para começar temos que compreender que a Palestina não é um país, e sim uma região que compreende alguns países. Bem como quando falamos da Amazônia, não estamos falando apenas do Brasil, mas também dos países que a floresta Amazônia se estende. Por fim, a região da Palestina compreende onde hoje se encontra a Síria, Israel, Egito e Jordânia.

2. Árabe é palestino?
Não necessariamente, e nem todo palestino é Árabe. Árabe originalmente era quem morava na Arábia Saudita, mas por uma questão de afinidade cultural, o termo se expandiu para todos que moram no Oriente Médio e compartilham da cultura que prevalece lá.

3. Cisjordânia e Faixa de Gaza fazem parte da Palestina?
Sim e não. São alguns territórios disputados entre Israel e outros países que compõem a Palestina. Atualmente, onde ocorre mais conflitos é a região da Faixa de Gaza.

Confira as explicações no quadro! Clique na imagem para melhor visualização.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

História em dez anos de ENEM (Exames de 2010 a 2019) - Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é o maior vestibular do Brasil e o segundo maior do mundo, atrás somente do Gaokao, o vestibular da China. Criado em 1998, o Enem nasceu para avaliar anualmente o aprendizado dos alunos do Ensino Médio em todo o país. Seus resultados serviram de referência para a elaboração de políticas de melhoria do ensino brasileiro através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) do Ensino Médio e Fundamental, promovendo alterações nos mesmos conforme indicasse o cruzamento de dados e pesquisas nos resultados do Enem.
 
O primeiro modelo de prova do Enem, utilizado entre 1998 e 2008, tinha 63 questões aplicadas em um dia de prova. A partir de 2004, o resultado do exame serviu para o ingresso ao ensino superior em universidades públicas brasileiras. 
 
Em 2009, foi introduzido um novo modelo de prova, com o aumento do número de questões objetivas para 180 (divididas em quatro grandes áreas), uma questão de redação e a realização do exame em dois dias. 
 
Através do SiSU (Sistema de Seleção Unificada), os alunos poderiam se inscrever para as vagas disponíveis nas universidades brasileiras participantes do sistema. Como a utilização do Enem e do SiSU pelas universidades brasileiras é opcional, algumas universidades ainda utilizam concursos vestibulares próprios para seleção dos candidatos às vagas. 
 
A prova também começou a ser utilizada para a aquisição de bolsa de estudo integral ou parcial em universidades particulares através do ProUni (Programa Universidade para Todos) e para obtenção de financiamento através do Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).
 
O resultado do Enem é aceito em universidades de Portugal: de Lisboa, Coimbra e Beira Interior. 
 
O componente História no Enem 
 
O Enem avalia competências e não informações e, por isso, a prova não é dividida por matéria. Além disso, o exame valoriza a transdisciplinaridade. Isso significa, que ele traz questões que exigem do candidato a mobilização de conhecimentos de duas ou mais disciplinas para serem respondidas. Como História compõem a área de Ciências Humanas e suas Tecnologias junto com Geografia, Filosofia e Sociologia, as questões trazem conteúdos que dialogam com esses componentes, podendo, até mesmo, dialogar com outras áreas do conhecimento. 
 
Essa abordagem transdisciplinar é um complicador para selecionar questões de História, visando avaliar seu peso no exame e a recorrência de seus conteúdos. Mesmo considerando o esforço transdisciplinar que se busca implementar na educação, o Ensino Básico continua dividido por disciplina, assim como os cursos de licenciatura ainda formam professores por disciplina. Os candidatos do Enem são preparados por professores especialistas, estudam e fazem exercícios separados por disciplina. Portanto, considerando um exame com 180 questões e 14 componentes1 torna-se relevante saber o peso e o conteúdo de cada componente, principalmente para que o estudante planeje seu estudo. 
 
(1) Matemática, Biologia, Física, Química, História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Língua Portuguesa, Literatura, Língua estrangeira, Artes, Educação Física e Informática. 
 
Para levantar informações referentes ao componente História nos últimos dez anos de Enem recorreu-se ao banco de questões Laplace. Essa plataforma, além reunir todos os exames, também estabelece uma taxonomia dos conteúdos (de todos componentes), o que permitiu identificar os temas e os períodos históricos mais recorrentes nos exames incluindo aqueles transdisciplinares. Foi possível, então, elaborar os gráficos que se seguem. 
 
A primeira observação foi constatar que História é o componente das Ciências Humanas com maior peso no Enem (Gráfico 1). Entre 2010 e 2019, as questões de História corresponderam a 43% do total de questões, ficando bem à frente de Geografia (30%), Filosofia (16%) e Sociologia (11%). 
Gráfico 1 – Os componentes de Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia) no Enem de 2010 a 2019: porcentagens de questões 
 
 
História do Brasil: o conteúdo mais presente no Enem 
 
Os conteúdos mais recorrentes de História no Enem de 2010 a 2019 foram aqueles referentes à História do Brasil com 44% das questões (gráfico 2). Seguem-se História Geral (27%), Temas Transversais (18%), História da América (5%), Introdução à História (4%) e História da África (2%). 
 
A pequena participação de História da África no Enem contradiz a importância dada a esse conteúdo no Ensino Básico desde a aprovação da Lei 10.639/2003 que tornou obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e africana. As questões referentes a esse tema limitam-se à escravidão no período colonial e monárquico brasileiro. 
 
Gráfico 2 – Os conteúdos de História que mais caíram no Enem entre 2010 e 2019. 
 
Examinando a incidência desses conteúdos ano a ano, observa-se que eles oscilaram durante o período 2010 a 2019 (Gráfico 3). História do Brasil quase sempre esteve à frente (exceção no exame de 2012) ultrapassando, em alguns anos, a mais da metade das questões de História. Em 2011, por exemplo, quase 70% das questões do Enem foram de História do Brasil. 
 
No Enem de 2019, contudo, houve uma mudança significativa: História do Brasil caiu para menos de 30% enquanto Temas Transversais ganhou projeção com 35% das questões. 
História da África começou a aparecer em 2012 e novamente em 2014, 2016 e 2017 sendo este o último ano que marcou presença no Enem. 
 
Gráfico 3 – Conteúdos de História no Enem, ano a ano (de 2010 a 2019). 
 
Os temas de História do Brasil que mais caíram no Enem 
 
História é o componente mais extenso das Ciências Humanas, iniciando com discussão sobre historiografia e pesquisa histórica, daí estendendo-se da Pré-História à Contemporaneidade, detendo-se na história do Brasil, da América e da África, passando por temas relativos à cultura afro-brasileira e indígena, e culminando com a compreensão de dezenas de conceitos com suas particularidades e relativismos. 
 
Mesmo sendo um exame que não exige do estudante a memorização de datas e nomes, o Enem cobra a contextualização história, a identificação de diferentes interpretações, o reconhecimento de mudanças e permanências ao longo dos tempos e em diferentes espaços – competências que só são alcançadas com um sólido conhecimento histórico, a compreensão da historicidade e o domínio do tempo histórico. 
 
Nesse oceano de conteúdos, fornecer ao estudante os temas mais recorrentes de História é lhe jogar uma boia para ele não morrer afogado. A “boia de salvação” está indicada nos gráficos abaixo. 
 
Entre os anos 2010 e 2019, História do Brasil República foi o tema mais presente no Enem (gráfico 4), seguido muito atrás por Período Colonial, Período Monárquico e Idade Contemporânea – os três com quase a mesma incidência de questões. 
 

Gráfico 4 – Os temas de História mais recorrentes do Enem de 2010 a 2019. 
 
Examinando mais de perto as questões de História do Brasil, os 5 assuntos que mais caíram no Enem 2010 a 2019 foram: 
 
Brasil República (gráfico 5): República Oligárquica – questões sociais, Era Vargas – Estado Novo e Nova República – questões sociais 
 
Brasil Monárquico (gráfico 6): Escravidão e abolição 
 
Período Colonial e Pré-Colonial (gráfico 7): Sistema colonial português 

Gráfico 5 – Assuntos de Brasil República mais recorrentes no Enem 2010 a 2019. 

 Gráfico 6 – Assuntos de Brasil Monárquico mais recorrentes no Enem 2010 a 2019 
 

Gráfico 7 – Assuntos de Brasil Colonial e Pré-Colonial mais recorrentes no Enem 2010 a 2019. 
 
História Geral no Enem: temas mais recorrentes 
 
No período de 2010 a 2019, História Geral teve 27% de questões no Enem sendo, em sua maior parte, temas da Idade Contemporânea. Não houve, contudo, a prevalência de um ou outro tópico desse período. Sete assuntos de Idade Contemporânea (gráfico 8) apareceram em igual proporção ao longo desses dez anos: Oriente Médio (questão palestina), África contemporânea, Imperialismo, crise de 1929, regimes nazifascistas, Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria. 
 
Sobre Idade Moderna (gráfico 9), os temas que mais caíram foram: expansão marítima europeia, Revolução Industrial séculos XIX e XX, e Renascimento. 
 
Sobre Idade Média e Antiguidade (gráfico 10), os assuntos mais recorrentes foram: Baixa Idade Média (renascimento comercial e urbano) e Atenas antiga. 
 

Gráfico 8 – Assuntos mais recorrentes de História Contemporânea no Enem 2010-2019. 

 
Gráfico 9 – Assuntos mais recorrentes de Idade Moderna no Enem 2010-2019. 
 

Gráfico 10 – Assuntos mais recorrentes de Idade Média e Idade Antiga no Enem 2010-2019. 
 
História e temas transversais no Enem 
 
Os temas transversais são constituídos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) e constituem um conjunto de assuntos que abrangem seis áreas: 
 
Ética (respeito mútuo, justiça, diálogo, solidariedade), 
 
Orientação Sexual (corpo: matriz da sexualidade, relações de gênero, prevenções das doenças sexualmente transmissíveis), 
 
Meio Ambiente (ciclos da natureza, sociedade e meio ambiente, manejo e conservação ambiental), 
 
Saúde (autocuidado, vida coletiva), 
 
Pluralidade Cultural (pluralidade cultural e a vida das crianças no Brasil, constituição da pluralidade cultural no Brasil, o ser humano como agente social e produtor de cultura, pluralidade cultural e cidadania), 
 
Trabalho e Consumo (relações de trabalho, trabalho, consumo, meio ambiente e saúde, meios de comunicação de massas, publicidade e vendas, direitos humanos, cidadania). 
 
Os temas transversais têm por principal objetivo aproximar a escola da realidade vivida pelos alunos, ou seja, trazer as disciplinas, os professores e os conteúdos escolares mais próximo do mundo do estudante. Daí os temas transversais não constituírem uma área de conhecimento específica, mas, como diz o seu nome, eles devem aparecer transversalizados no currículo do Ensino Básico, isto é, trabalhados de modo coordenado no interior de várias áreas. 
 
Não há portanto, temas transversais de História, porém, um tema transversal pode ser tratado de maneira a se articular com a História ou mobilizar conhecimentos históricos como, por exemplo, o papel da mulher em um determinada sociedade, as epidemias na História, o desmatamento em um dado contexto histórico, genocídios na História etc. Dessa forma, identificamos no Enem questões referentes aos temas transversais (gráfico 11) que se articulam ao componente de História. Os temas mais recorrentes foram gênero, raça e sexualidade, cidadania e direitos humanos. 
 
O gráfico 11 traz, também, os assuntos mais presentes sobre América, África e Estudo de História no Enem 2010-2019. 
 

Gráfico 11 – Temas transversais, América, Estudo da História e África no Enem 2010-2019. 
 
Monte sua lista de questões do Enem Com as informações acima, é possível o estudante organizar seu plano de estudos focando nos assuntos mais importantes e montar uma lista de questões para se exercitar. Sugerimos, para isso, consultar a plataforma Laplace na qual é possível selecionar questões por temas, assuntos e exames. A plataforma traz, inclusive, questões tipo Enem (Enem-Like) que foram elaboradas por seus professores para o estudante se familiarizar com o modelo usado nesse exame. 
 
Para os seguidores do Ensinar História, a plataforma Laplace está oferecendo 30 dias de acesso gratuito a todas as disciplinas. Para isso, preencha o cadastro e, ao final, digite no campo “Cupom de desconto” a senha PROFJOELZA. Bons estudos e boa sorte no Enem!

Fonte: Blog: Ensinar História - Joelza Ester Domingues